O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson e o cumprimento de mandado de busca e apreensão em seus endereços. O presidente do PTB é acusado de integrar ‘organização criminosa digital’ montada para ataques à democracia.

No início da semana, ele gravou um vídeo ameaçando impedir a realização de eleições, caso o voto impresso não fosse aprovado.

No Twitter, o ex-deputado afirmou que a PF estava na casa de sua ex-mulher. “Vamos ver de onde parte essa canalhice.”

Segundo a investigação, a milícia digital se dividiria em quatro núcleos: produção, publicação, financiamento e político. Há suspeita de que o grupo tenha sido abastecido com verba pública.

Entre os investigados, estão assessores da Presidência da República acusados de integrar o chamado ‘gabinete do ódio’.

A ordem ocorre dentro do chamado inquérito da mílicia digital, que é uma continuidade do inquérito dos atos antidemocráticos.

Jefferson postou numa rede social que a PF chegou a fazer buscas na casa de parentes pela manhã.

“A Polícia Federal foi à casa de minha ex-mulher, mãe de meus filhos, com ordem de prisão contra mim e busca e apreensão. Vamos ver de onde parte essa canalhice”, escreveu o ex-deputado.