Manaus – Uma estudante de 16 anos denunciou um professor de educação física do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, localizado na rua 10 de julho, no Centro de Manaus, por assédio sexual. O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na noite de terça-feira (6).

Em entrevista ao Portal Em Tempo, a estudante relatou que está sofrendo os assédios desde o começo do ano. Entretanto, a situação piorou após o professor reprová-la na matéria pelo fato dela não aceitar as propostas sexuais.

“Ele sempre me elogiava, dizia que queria ficar comigo, que era para eu dar uma chance para ele. Nunca aceitei, mas não foi o bastante. Ele me reprovou no segundo bimestre porque eu não aceitei as propostas”, relatou a vítima.

Ela conta ainda que recebia constantes mensagens do professor com propostas de sexo em troca de nota, mas acabou perdendo o conteúdo quando trocou de celular.

A mãe da adolescente informou que só teve conhecimento das ações ilícitas do professor na última sexta-feira (2). “Se eu soubesse desse crime antes, isso já tinha acabado. Esse professor acha que só porque somos do interior, lá de Eirunepé, nós somos “bestas”. Eu irei transferir minha filha daquela escola e tomar as providências junto à justiça. Se ele fez isso com ela, com certeza, pode fazer com as outras alunas”, disse a mãe da vítima.

O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Seduc

Em nota, a  Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) informa que o professor em questão foi afastado de suas funções na escola enquanto são apurados os fatos relacionados à denúncia de assédio sexual realizada por uma aluna.

Ainda conforme a nota, a Coordenação Psicossocial da Seduc-AM já foi mobilizada para prestar apoio à estudante que protocolou a denúncia.

“A Seduc-AM reitera o compromisso pela integridade e segurança dos alunos, e informa que os alunos da escola estão sendo acompanhados pela Coordenadoria Distrital durante o dia. Informa, ainda, que deu início aos processos administrativos cabíveis para apuração do caso, durante o qual será respeitado o direito à defesa do servidor, e estuda as medidas imediatas a serem tomadas”, diz um trecho da nota.

(Em Tempo)


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