O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a possibilidade de Abraham Weintraub, que deixou o Ministério da Educação nesta quinta-feira (18/06), ser indicado como diretor do Banco Mundial, possibilidade aventada pelo agora ex-ministro e pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Após ser questionado pela reportagem do Metrópoles sobre a indicação, Maia foi irônico. “É porque não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009, ele era um dos economistas”, afirmou o deputado, seguido de um riso.

Weintraub confirmou, em vídeo gravado ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sua saída da pasta, dizendo ter sido convidado para assumir alguma posição no Banco Mundial.

A medida foi tomada pelo chefe do Executivo após o titular da pasta se tornar alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e chamar os ministros da Corte de “vagabundos”.

Defensor de Bolsonaro, Weintraub movimenta as redes sociais com publicações que, embora aticem a militância bolsonarista, geraram crises institucionais. Em uma delas, o ex-ministro virou alvo de outro inquérito, também no STF, por racismo contra chineses. Essas atitudes, segundo aliados, podem prejudicar Bolsonaro, que tenta amenizar os transtornos entre os Três Poderes.

O ex-titular da Educação sempre teve o apoio dos filhos do presidente. Nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro chegou a publicar um texto em defesa de Weintraub. Para ele, “liberdade de expressão não pode ter lado”, em referência às falas polêmicas do ministro.

A gota d’água para fazer o copo de Weintraub transbordar no ministério foi o comparecimento dele às manifestações contra o Congresso e o STF do último domingo (14/06). Na companhia de 15 manifestantes, ele desobedeceu uma ordem do Governo do Distrito Federal que proíbe protestos na Esplanada dos Ministérios. Nessa segunda, o ministro foi multado em R$ 2 mil por não ter usado máscara na ocasião.

No encontro do fim de semana, Weintraub voltou a criticar o STF. “Eu já falei a minha opinião, o que faria com esses vagabundos”. Ele usou o mesmo termo que se referiu aos ministros do STF durante a reunião ministerial.