Cheia suspende abastecimento de água potável em cidade inundada pela cheia no Amazonas — Foto: Defesa Civil

O fornecimento de água potável na cidade de Boca do Acre, no Amazonas, foi suspenso em razão da cheia dos rios Acre e Purus. De acordo com a Defesa Civil do município, as bombas de Água do Serviço de Abastecimento (SASBA) foram inundadas. São mais de 6 mil pessoas afetadas.

Boca do Acre entrou em situação de calamidade pública. Além da suspensão de água potável, a inundação também compromete o atendimento em unidades de saúde e atividades escolares.

De acordo com dados da Defesa Civil, são 2.118 famílias afetadas pela enchente em toda a área urbana e mais de 600 famílias, em 36 localidades da Zona Rural.

“A Defesa Civil está retirando as famílias de áreas alagadas e enviando para abrigos. Também está distribuindo água potável para as famílias que ainda continuam em suas residências”, disse o secretário de Defesa Civil Municipal, Jony Romeiro.

Pelo menos 90% da cidade está debaixo d’água, e o atendimento médico é um dos serviços mais comprometidos. O nível da água atingiu oito dos nove prédios destinados ao serviço de saúde.

A enchente também afetou a aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que foram canceladas no município. Além disso, as aulas remotas precisaram ser suspensas porque as unidades ficaram alagadas e outras servem de abrigo para desalojados.

O governo do Estado informou que deslocou uma equipe técnica ao município para avaliar os impactos da enchente na localidade. O diagnóstico, que incluirá os danos econômicos e sociais, ajudará a traçar a estratégia emergencial de socorro às vítimas, em cooperação com a Prefeitura Municipal.

Reflexo de enchente no Acre

A enchente na cidade amazonense sofre reflexo, principalmente, do Rio Acre, que já afetou 130 mil pessoas no estado acreano.

Por conta da situação, o governador do Acre, Gladson Cameli, decretou, situação de emergência devido à cheia dos rios e também pelo surto de dengue, crise migratória na fronteira do Acre com o Peru e a falta de leitos de UTI para pacientes com Covid-19.