A Policia Civil do Amazonas vai investigar a realização de uma festa ocorrida na noite de sábado (27), em um condomínio de luxo na Avenida Ephigênio Sales, no bairro Aleixo, em Manaus. De acordo com as denúncias, um jovem reuniu cerca de 50 pessoas em sua casa para a comemoração da festa de seu aniversário de 19 anos.

Segundo relatos do pai do dono da festa, o evento teve início na noite de sábado (27) e só terminou depois que a polícia apareceu no local por volta de 1h30 da madrugada de domingo (28). A Secretaria de Segurança, no entanto, afirma que não houve acionamento ao local.

Vídeos da festa nas redes sociais mostram pessoas aglomeradas, dançando, sem distanciamento social e sem o uso de máscaras. A secretaria de Segurança informou que os vídeos e posts serão analisados e poderão ser incorporados como prova.

Por meio de nota, a delegada-Geral, Emília Ferraz, o objetivo da apuração é verificar se houve descumprimento às medidas sanitárias de prevenção à Covid-19 e a prática do crime previsto no Art 268 do Código Penal Brasileiro, que prevê punições para quem age contra protolocos criados para impedir disseminação de doenças contagiosas.

Pai confirma festa

O pai do jovem admitiu, por telefone, que o evento ocorreu na residência da família. “Realmente aconteceu, foi meu filho, de 19 anos, que fez. Foi uma festa com mais ou menos 30, 45 pessoas dentro de uma residência e ele chamou um funkeiro de fora. O que estão falando é tudo verdade, só não as 400 pessoas. Como vai ter 400 pessoas em uma casa dentro de um condomínio?”, afirmou.

“Foi feito. Ele está errado. Eu, que sou o pai, estou mais errado ainda porque autorizei”

Segundo o pai do rapaz, os policiais estiveram na festa e pediram para que o evento fosse encerrado.

“Os policiais foram lá e conversaram com eles, que estavam errados e pediram para parar. Pararam por volta de 1h30, não lembro bem”, afirmou o homem. “A polícia sugeriu, ela nem mandou, ela sugeriu. Aí, ele pegou e decidiu parar. O meu filho fez esse erro, mas ele não é um menino que usa drogas. É um menino que trabalha dia e noite, faz faculdade, não é um marginal”.