Viaturas foram entregues para órgãos que seguiram para Sul do Amazonas na operação Curuquetê. — Foto: Patrick Marques/G1 AM

800 agentes de órgãos ambientais e de comando e controle do Amazonas seguiram nesta sexta-feira (30) para o Sul do estado na Operação Curuquetê para reforço das ações de combate às queimadas. Viaturas e equipamentos foram entregues para os órgãos no lançamento da operação, também nesta sexta.

Agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Ipaam, Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (BPAMB/PMAM), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e Defesa Civil do Amazonas, além de técnicos da Sema, integram a operação. A ação contará também com apoio de oficiais da Polícia Federal, Exército Brasileiro e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

No lançamento da operação, os responsáveis pelos órgãos envolvidos falaram sobre a ação para o combate às queimadas no Sul do Amazonas. Para o Secretário de Estado de Meio Ambiente, Juliano Valente, a Curuquetê une as medidas do Governo Federal para dar suporte ao enfrentamento das queimadas.

“Agora, todo esse papel ganha esforço com os homens que vão daqui para o combate dos focos. Foram feitos vários levantamentos, monitoramento por satélite, e identificados os focos – que vão ser atacados para evitar uma situação maior de ‘enxugar gelo’”, disse.

Drones também serão usados durante operação Curuquetê, para auxiliar no combate a focos de incêndio no Sul do Amazonas. — Foto: Patrick Marques/G1 AM

Valente afirmou que os municípios de Apuí, Humaitá e Lábrea são as bases estratégicas em que as equipes devem se concentrar para atuar no combate.

“As viaturas e o efetivo seguirão via estrada para Humaitá. Já estarão lá durante o fim de semana e, na segunda-feira (2), estarão disponíveis para as forças que acompanharão. Junto com isso, o Ipaam e a Sema também fazem o trabalho de monitoramento para agirmos de maneira integrada”, finalizou.

Frentes de combate

De acordo com o general Melo, do Exército Brasileiro, há três formas de atuação das forças formadas para a Operação Curuquetê: operacional, inteligência e logística. 160 militares foram preparados durante a semana para atuarem no combate aos focos.

“Lá, vamos dar todo o suporte operacional necessário para podermos fazer as missões de prevenção, repreensão dos delitos ambientais e também de combate aos incêndios junto com os Bombeiros”, explicou.

Conforme o Coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Jair Ruas Braga, um planejamento geral foi feito e a corporação ajudou na preparação de militares do exército para atuarem no combate aos incêndios, em uma primeira parte. Com a chegada do novo efetivo ao Sul do Amazonas, a parte operacional terá início com a integração dos órgãos.

Queimadas no Amazonas

Em apenas seis dias, 475 novos focos de queimadas foram identificados no estado, segundo dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) divulgados na terça-feira (27). Os novos registros foram contabilizados entre os dias 20 e 26 de agosto. A Região Sul do Amazonas é a mais afetada pelas queimadas, que são causadas – em parte – por pessoas de outros estados.

Ainda no dia 2 de agosto, o Governo decretou situação de emergência no Sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus. A cidade de Apuí lidera o ranking das cidades com maior quantidade de focos entre janeiro e julho, com 673 registros. Em seguida, estão as cidades de Novo Aripuanã, Lábrea e Manicoré – todas no Sul do Amazonas.

Agosto de 2019 terminou como o mês com o maior número de focos de queimadas no Amazonas desde o início dos registros do governo federal, em 1998. Foram 6.145 focos verificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no estado.

O número de agosto deste ano supera o registro de todos os meses analisados desde o início da série histórica. O recorde anterior era também um outro mês de agosto, mas no caso o de 2005, quando foram detectados 5.981 focos ativos.

Fonte: G1 Amazonas

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