A pouco menos de dois meses para datas sazonais como Natal e Ano Novo, o comércio de Manaus estima a contratação de 1,7 mil temporários para atender a demanda de fim de ano, 25% a mais do que o mesmo período do ano passado, quando o número de contratos temporários foi de 1,4 mil. A informação é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM).

Segundo a entidade, algumas dessas contratações começaram a ser feitas ainda em setembro. O presidente da Fecomércio, Aderson Frota, lembra que os contratos devem ser realizados até dezembro, com possibilidade de efetivação até o término da experiência.

“Antigamente as grandes lojas, os grandes departamentos e os grandes varejos contratavam para o fim de ano e quando chegava janeiro, dispensavam. Mas a economia está dando sinais de crescimento, mesmo que ainda num ritmo que nós gostaríamos que fosse maior. Isso é positivo e demonstra que muita gente que está sendo contratada não será dispensada”, resumiu.

Roupas, sapatos e variedades são itens buscados pela população na hora das compras do fim de ano, por isso o movimento em lojas desse ramo tende a aumentar no período, exigindo a ampliação da mão de obra. A vendedora de uma loja de sapatos no Centro de Manaus, Sabrina Rocha, de 19 anos foi contratada recentemente, e disse estar se esforçando para fazer valer a pena a oportunidade.

“Estava desempregada há dois anos e agora estou trabalhando. Tenho me esforçado e me dedicado à rotina. É fácil de aprender. O trabalho é tranquilo. A gente se dedica, faz o que precisa fazer, se esforça que dá tudo certo. Gostaria de ser efetivada após o término do contrato”, disse.

Contratos

O local onde ela trabalha, na Sapataria Classe, já contratou até o momento 18 temporários e deve contratar ainda outros 20. Nas outras lojas do grupo, devem ser realizados 90 contratos até dezembro deste ano. O gerente da loja, Sergio Ferreira disse que os funcionários precisam passar por um processo de aprendizagem logo que começam a trabalhar.

 “Já estamos contratando desde setembro visando o fim de ano. Todos os anos contratamos nesse período, pois os funcionários precisam passar por um treinamento para estarem aptos no fim de ano (novembro e dezembro), eles têm  de conhecer o estoque, a mercadoria, saber como atender o cliente”, explicou.

Décimo terceiro

O pagamento do décimo terceiro é visto pelos lojistas como um impulso para o aumento das vendas. Segundo o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba David Filho, 2019 tende a ter um resultado melhor do que o ano passado.

“Apesar de estarmos vivendo um momento de uma economia de altos e baixos vai haver contratação. O natal é a maior data do comércio e vai ter mais dinheiro do que da última vez. A liberação do décimo terceiro vai ajudar a impulsionar as vendas, mais do que no ano passado. Vai injetar dinheiro no mercado”, avaliou o empresário.

Para o presidente da Confederação dos Dirigentes Logistas (CDL Manaus), Ezra Azuri, o momento vai ser bom, se for considerado o desempenho do comércio na última data comercial, o Dia das Crianças.

“Tivemos recentemente o Dia das Crianças, que já nos trouxe um leve aquecimento no mercado. Isso mostra que o Natal vai ser melhor do que o ano passado, o que já é um alento, devido ao atual momento econômico que estamos vivendo. Quanto às contratações, devem ocorrer principalmente a partir de novembro”, explicou.

Aumenta a procura por eletrônicos

O comércio de eletrônicos também deve impulsionar a contratação de mais temporários. A procura por itens como smarphones, comutadores, jogos eletrônicos e tablets, entre outros tem se intensificado, dando origem a um novo tipo de consumo, conforme destacou o presidente da Fecomércio, Aderson Frota.

“Nós tivemos uma modificação do cenário. Antigamente as compras do Dia das Crianças eram voltadas para roupas e brinquedos, agora nós já vemos um item agregado a esse cenário que é o item dos smartphones, dos jogos eletrônicos e isso se soma também então ao final do ano, quando teremos novamente estes itens sendo procurados”, disse.