Do açougue ao churrasquinho da esquina, pagar a conta virou um pesadelo nos últimos dias. Na última semana de novembro, o valor da arroba do boi gordo aqui no Amazonas superou a R$ 175, numa elevação superior a 29%. E isso não deve mudar até janeiro de 2020, pois o consumo com as festas de fim de ano aumenta, além disso “a China, que tem uma superpopulação, recentemente enfrentou um problema que não vai se resolver em curto e médio prazo, devido a peste suína que levou o país a sacrificar milhões porcos. afirma presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço.

Os supermercados locais tiveram que reajustar o preço das carnes na cidade. Um deles é o Atack, que divulgou por meio de nota, o reajuste. “Os preços das carnes bovina sofreram constantes e expressivos aumentos”.

Em nota, eles também adiantam que estão estudando alternativas para compensar os elevados gastos dos consumidores nas carnes. “Não há previsão para a possibilidade da diminuição do preço”.

Já o dono de açougue Antonio Cunha, explica que desde o início do ano, os cortes vêm aumentando significativamente. “O que mais percebemos foi o aumento da carne. Alguns cortes chegaram a subir de R$ 5 a R$ 6”, informou Cunha.

Já nos supermercados do DB, a diretora do grupo, Elane Medeiros, afirmou que eles estão em um momento de planejamento, de avaliação das políticas comerciais e de negociação, e por conta disso, ainda não há uma posição definitiva sobre valores ou percentuais de possíveis reajustes.

“Estamos em um período de formação de estoques e preparativos para o final do ano, e, portanto, de negociação com fornecedores de diversos segmentos, fator de grande importância nas ofertas ao consumidor final, a quem oferecemos um sortimento amplo e diversificado mix de produtos”, diz.

A Edite Medeiros, dona de banca de churrasco, conta que teve aumentar o preço do ‘churrasco completo’. “As carnes estão num preço absurdo. Tive que aumentar o preço do espeto, porque, caso contrário eu não lucro”.

Clientes têm optado por frango e peixe

Com três filhos, o marido e um cunhado em casa, a auxiliar administrativo Adriana Santos disse que sua última compra grande de carne vermelha foi em outubro. “Assim que eu vi que ia aumentar, fiz um estoque, mas é tanta gente que já acabou. Agora, vamos ficar no frango e peixe”.

Pecuaristas comemoram

Se para os consumidores o aumento do valor da carne é ruim, para os produtores, a valorização vêm em boa hora. “Para o pecuarista este aumento praticamente só está trazendo uma recomposição de quase três anos sem o aumento real da arroba do boi gordo e que com isso vinha durante esses três anos uma corrosão na rentabilidade da atividade. Por outro lado um aumento dos insumos para as atividades e que achataram a margem de rentabilidade da atividade: como mão de obra, sal mineral, insumos de produtos de maneira geral”, diz.

Para o presidente da Faea, este é um fator positivo da atividade e quem vem a colaborar no investimento do pecuarista, no melhoramento genético e pastagem para o aumento de produtividade e adoção de tecnologias produtivas.