Neste domingo (2), o programa Fantástico, da TV Globo, colocou no ar uma reportagem a respeito da disputa pela herança bilionária do apresentador Gugu Liberato, morto em novembro de 2019.  A repórter Ana Carolina Raimundi conversou com Dona Maria do Céu, 90 anos, mãe do comunicador.

A disputa pela herança bilionária do apresentador Gugu Liberato tem de um lado, os filhos e sobrinhos, para quem ele deixou tudo no testamento. Do outro, a mãe dos filhos do Gugu, Rose Miriam, que não ficou com nada e começou uma batalha judicial para questionar a última vontade do Gugu.

Gugu deixou um testamento, que foi lido horas depois do enterro. Segundo o documento, Gugu deixa: 75% do patrimônio para os três filhos – João Augusto, de 18 anos, e as gêmeas Sofia e Marina, de 16 – e, os outros 25%, ele distribuiu entre os cinco sobrinhos.

A irmã de Gugu, Aparecida Liberato foi nomeada inventariante e curadora especial das filhas menores de idade de Gugu. A mãe dos filhos de Gugu, Rose Mirian di Matteo, não aparece no testamento.

“Ouviu o testamento junto com as filhas, com o João, seu filho, com toda a família e concordou com os termos. Pediu harmonia da família. Fez até um discurso bonito para todos. A leitura do testamento, se não me engano, aconteceu por volta de 16h de sexta feira. A notícia que nós tivemos depois é que, 20h ou 21h, ela estava na casa de outro advogado, levada pelo seu irmão, para contestar esse testamento”, conta advogado da família de Gugu.

Naquela noite, Rose Miriam foi na casa do advogado Nelson Wilians, acompanhada de seu irmão. Gianfrancesco Di Matteo, o sobrinho Eduardo Di Matteo e seu filho mais velho com Gugu, João Augusto.

Segundo a família Liberato, João Augusto não sabia que estava sendo levado para casa de um advogado e entrou com uma queixa-crime contra o tio, Gianfrancesco, e contra o primo Eduardo. “Foi muito noticiado essa semana que o João teria feito um boletim de ocorrência contra a própria mãe. Não existe boletim de ocorrência do João contra a mãe”.

Rose Miriam entrou na Justiça para provar que tinha uma união estável com Gugu, que eles eram um casal e que, portanto, também teria direito ao patrimônio. “Ela está pleiteando metade de todos os bens”, afirma o advogado dela.

Ele nunca teve nada com ela e eles viviam… Ela completamente separada dele. Completamente. Nunca tiveram nada um com o outro. Isso eu afirmo e juro que é porque eu sei”, diz a mãe de Gugu.

Os advogados da família Liberato dizem que vão apresentar na Justiça um documento, assinado por Rose e Gugu em 2011 que, segundo eles, deixa claro a natureza da relação dos dois. “Eles fizeram um contrato que depois nós vamos exibir em juízo. Eram amigos. Realmente eram amigos. Podiam ter até o afeto, mas eram amigos e não tinham vida em comum. Um acerto que fica muito claro. Um ajuste entre eles, que o Gugu queria ter filhos e eles acabaram: ‘então vamos ter filhos sem uma convivência, sem uma comunhão de vida’, vamos chamar assim”, diz o advogado da família.

A invasão do tio de João Augusto ao quarto de Gugu logo após seu sepultamento causou desconforto, segundo advogado da família de Gugu.

“O irmão da Rose, que se aboletou lá tão logo o Gugu faleceu. Enterraram o Gugu e, no dia seguinte, este cidadão mudou-se para a casa de Rose e foi dormir no quarto do Gugu. Isto gerou no João e nas meninas um incômodo muito grande, pra não dizer uma revolta. No início, ele se disse como uma pessoa que iria ajudar e ficar alguns dias. Esses dias passaram a ser semanas e agora já estamos em meses”.

O filho de Gugu acionou um advogado americano para garantir que o tio fosse embora. “A notificação é de 15 dias, pela lei americana. Este senhor tomou posse indevida, a começar pelo quarto do falecido. Se isto chama-se expulsão, vai ser expulso”, afirma o advogado da família.

“Eu rezo para que tudo volte ao normal. Seria muito melhor, não gastava com os advogados dela, não gastava com os nossos, não é? E seria muito melhor”, diz a mãe de Gugu.


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