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Um grupo de 90 pessoas, entre pais e professores das escolas militares de Manaus, compareceu à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na manhã desta quinta-feira (12), para denunciar abusos de autoridade, assédio moral e desvio de dinheiro em Colégios Militares na capital.

Representantes das Associações de Pais e Mestres dos Colégios Militares (APMC) denunciaram casos de agressão física cometidos por gestores contra professores. Eles também relataram casos de assédio moral e sexual contra estudantes e pais de estudantes, que seriam assediados em troca de vagas no colégio ou melhores notas nas avaliações escolares.

Uma professora da Rede Pública, que preferiu não se identificar, disse que vários colegas já foram assediados moral e sexualmente. Ela cobrou providências por parte da Seduc.

“Muitos abusos de autoridade têm acontecido. Nos sentimos desprotegidos. E quando somos assediados, a Seduc transfere o professor de escola. Eu como professora estou cansada. A maioria dos professores está cansada”, desabafou.

Um professor que foi agredido por um policial militar disse que espera providências. “Uma série de acontecimentos relacionados a abuso de autoridade nos motivaram a vir aqui. Queremos uma Audiência Pública para discutir e dar soluções aos problemas”, disse.

Segundo o advogado dos pais e professores, Ricardo Gomes, as acusações acontecem em pelo menos cinco das dez escolas da Polícia Militar, e envolvem desvios de recursos e contas superfaturadas.

“Juntamos todo esse pacote e hoje temos 1.134 páginas entregues ao comando do policiamento especializado do Amazonas e aguardamos respostas. O que vemos é uma falta de regras e regulamentação”, contou.

Os manifestantes foram recebidos pelo deputado Fausto Jr (PV), que disse que o assunto já está na pauta da Casa e que soluções devem ser buscadas o quanto antes.

Nova reunião

Na tentativa de ouvir todos os envolvidos no caso, a comissão de Educação da Assembleia Legislativa marcou para a próxima quarta-feira (18) uma reunião com representantes dos colégios militares, da Seduc, do comando da Polícia Militar e das APMCs.

O objetivo é ouvir todos e buscar uma solução para o problema, além de identificar os gestores que estariam cometendo irregulares na administração dos colégios. “Queremos ouvir todos os lados e apontar a verdade do que está acontecendo nos colégios”, completou Fausto Jr, por meio de assessoria.

Fonte: A Crítica