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108 acadêmicos da saúde, recém-formados pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), vão reforçar o atendimento médico no hospital municipal de campanha de Manaus. Ao todo, são 75 médicos, 17 enfermeiros e 16 farmacêuticos que tiveram a formatura antecipada para poder atuar no combate à Covid-19.

O Amazonas já registra mais de 2,8 mil casos confirmados de Covid-19, conforme boletim divulgado, nesta quinta-feira (23), pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Também foram confirmados mais 28 óbitos pela doença, elevando para 234 o total de mortes.

De acordo com a Prefeitura de Manaus, eles vão atuar no hospital Gilberto Novaes, que fica na Zona Norte da capital e foi construído de emergência para receber pacientes com coronavírus. Outros devem ser encaminhados para atuação em outras unidades de saúde da rede municipal.

Em nota, a prefeitura esclarece que o profissionais de saúde serão absorvidos na Escola de Saúde Pública (Esap) para aderir ao Programa Mais Saúde Manaus (Promais), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Dos 108 acadêmicos, 57 já haviam aderido ao Promais e outros 25 médicos estão com a adesão agendada.

“Esses profissionais farão parte, na qualidade de bolsistas, do projeto de Extensão em Serviços de Saúde, com participação no curso de Aperfeiçoamento em Saúde, envolvendo, ainda, imersão nos serviços pelo período de seis meses, com atuação efetiva no enfrentamento do novo coronavírus, causador da Covid-19”, destacou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

As equipes serão distribuídas entre o hospital de campanha municipal, em 14 unidades básicas de Saúde preferenciais e demais serviços de saúde do município que, segundo a prefeitura, “estão atuando na situação de emergência”.

Convocação

Desde o anúncio da pandemia do novo coronavírus, mais de 400 profissionais, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, foram convocados em processo seletivo da prefeitura para assinar contrato temporário de seis meses e atuar na linha de frente do combate à Covid-19.

Dos 402 convocados, 111 são enfermeiros e o restante (291) são técnicos de enfermagem. Desses, cem enfermeiros e 263 técnicos de enfermagem vão atuar no hospital de campanha municipal Gilberto Novaes.

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Saúde em colapso

O Amazonas vive corrida para evitar um colapso na saúde com a pandemia e o governo admite que quase 100% dos leitos de UTI para pacientes de Covid-19 estão ocupados. Em Manaus, pacientes tiveram que passar a madrugada dentro de ambulâncias à espera de leitos em hospitais da rede pública de saúde, segundo o coordenador geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Contêineres frigoríficos foram instalados em unidades hospitalares de Manaus para comportar corpos, por conta do aumento de mortes. A medida foi tomada a repercussão de um vídeo que mostra corpos com suspeita de Covid-19 posicionados ao lado de pacientes internados no Hospital João Lúcio.

Ao todo, o Amazonas possui 6.710 leitos, entre a rede pública e privada. O Governo do Amazonas admitiu que o sistema de saúde do estado já apresentava insuficiência da capacidade de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) antes da pandemia da Covid-19.