A Amazônia está mais forte para lutar pelo desenvolvimento econômico da região e pela preservação da floresta. No 17° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, os nove governadores dos estados da região firmaram a criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. O objetivo é que, juntos, os estados consigam ter mais força política para discutir regulamentações e poder econômico para atrair empresas e desenvolvimento para a região.

O consórcio foi assinado em Macapá, no Amapá, e inclui todos os nove estados da Amazônia Legal, área que engloba a bacia do rio Amazonas e a ocorrência da Floresta Amazônica. Além dos estados do Norte, a Amazônia Legal inclui ainda o Mato Grosso e Maranhão.

O projeto do consórcio foi discutido por mais de dois anos antes da assinatura. O consórcio deve tratar de sete grandes temas: planejamento estratégico, segurança pública, gestão fiscal e tributária, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, educação, saúde e comunicação.

O modelo do consórcio é semelhante ao que já existe no Brasil Central, firmado em 2015, e no Nordeste, assinado em março deste ano. O grupo dá mais poder político à região. “O Pará sozinho, por exemplo, não tem força para discutir suas pautas diante das agendas de Brasília e do Sudeste”, disse Helder Zahluth Barbalho, governador do Pará.

Para Mauro Mendes Ferreira, governador do Mato Grosso, os nove estados vivem situações muito semelhantes. A região é dona da maior bacia hidrográfica e de uma das florestas com maior biodiversidade do mundo, no entanto sofre com falta de infraestrutura e investimentos. “O desafio é comum, fazer com que o país volte a crescer com sustentabilidade e dar desenvolvimento para a população”, afirmou.

Uma das críticas dos governadores é a imposição de leis muito rígidas para a preservação da floresta amazônica e que acabam criando obstáculos para o desenvolvimento da região. “A Amazônia tem grande parte de floresta preservada, mas pagamos um preço alto por isso. Metade da população vive abaixo da linha de pobreza”, afirmou Wilson Miranda Lima, governador do Amazonas.

Segundo ele, as imposições mais duras por preservação da mata vêm de órgãos externos, como políticos de outros estados, investidores estrangeiros e organizações como o Greenpeace, que não conhecem as dificuldades vividas na região. “É incoerente que outras organizações e países representem a Amazônia que não nós”, disse.

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