Foto: Divulgação/Iphan

Como parte da programação de aniversário de Manaus (AM), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura entregam, neste domingo (11), o resultado de um conjunto de obras nas praças Adalberto Vale e Tenreiro Aranha. Com a entrega, chega-se à conclusão da restauração do Pavilhão Universal.

O pavilhão compõe o Centro Histórico da capital amazonense, representante do ciclo econômico da borracha, a chamada Belle Époque amazônica. Nascida à margem esquerda do rio Negro, a cidade, cujo nome é uma homenagem ao povo indígena Manaós, completou 350 anos de fundação no dia 25 de outubro.

As obras foram realizadas a partir da parceria entre Governo Federal e Municipal, com investimentos das duas fontes. As praças receberam recursos de quase R$ 1 milhão por meio do Iphan.

Testemunhas do período da borracha

No final do século XIX, com o avanço de técnicas de processamento da seringa e a crescente demanda internacional, a região amazônica tornou-se maior fornecedora mundial de látex, tendo Manaus como um dos entrepostos comerciais. Pelos rios da região, seringueiros extraíam a matéria prima que alimentaria transformações urbanas nas capitais, onde as elites se inspiravam na cultura francesa de fim de século: assim ficaria conhecida a Belle Époque amazônica.

O Pavilhão Universal e os mais de dois mil prédios tombados pelo Iphan no centro de Manaus são representantes desse período.

Construído como um chalé no início do século XX, o pavilhão é considerado um exemplar da arquitetura de ferro da Belle Époque. Durante a obra realizada, todas as peças metálicas originais que compõem a edificação foram restauradas e a cobertura refeita, conforme o formato de escama de peixe.

O novo endereço do chalé, que agora passará a auxiliar os turistas da cidade, é a praça Adalberto Vale, vizinho ao endereço anterior, na praça Tenreiro Aranha.
Os dois espaços também possuem grande importância para a capital. Localizada na avenida Floriano Peixoto, a praça Adalberto Vale é um dos primeiros cenários do turista que chega pelo Porto de Manaus.

Durante a obra de requalificação, foram encontrados vestígios de trilhos do antigo bonde que cruzava a região, ajudando a contar mais um pedaço da história da capital. A praça Tenreiro Aranha, por sua vez, data de 1845 e chegou a ser, durante a década de 1970, um grande estacionamento. Agora recuperada, ela passa a ser mais um espaço de convívio, lazer e contemplação.

A entrega da obra do Pavilhão Universal marca a conclusão das três obras. Originalmente integrantes de um conjunto de investimentos do Iphan, os três bens passaram a receber também recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FMDU), consolidando uma importante parceria entre Município e União, que inclui a já recuperada Praça XV de Novembro.

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