Imagine que, em meio a uma pandemia, você ser proibido de se proteger da doença? É exatamente essa a situação que os colaboradores de um hospital particular, localizado no Boulevard Álvaro Maia, estão passando. Segundo informação do jornal O Em Tempo, denúncias relatam que a direção da unidade hospitalar não disponibilizou materiais de prevenção ao Covid-19. Enquanto os números de casos crescem a cada dia, os funcionários são obrigados a tirarem dinheiro dos próprios bolsos para comprarem os materiais de prevenção. 

Os denunciantes, que preferiram não se identificar por medo de represália, relataram o descaso com os funcionários da instituição. Segundo eles, apenas álcool em gel foi disponibilizado para a prevenção ao coronavírus na última semana. Antes disso, não havia nenhum material disponível às equipes de saúde. 

“A diretora técnica falou que se quisermos o material (máscaras), era para nós comprarmos. Isso porque se o hospital comprasse o equipamento de proteção para os funcionários, isso iria gerar custos para a empresa. Isso é inadmissível! Esse emprego é muito importante para mim, mas não acho justo que estão fazendo com a gente. Tenho medo de pegar Covid-19”, disse uma das denunciantes e colaboradora da empresa.

Além de funcionários, um paciente também denunciou o caso.

“Eu fui realizar exames no hospital. Assim que cheguei, eu notei que uma das atendentes estava tossindo. Perguntei a ela porque não estava usando uma máscara, uma vez que essa é a norma do Ministério da Saúde para os doentes. Com medo, a moça respondeu: ‘não podemos usar máscaras, isso pode assustar vocês. Foi o que nos orientaram’. Fiquei indignado com a situação”, relatou o paciente do hospital.

De acordo com o homem, ele tentou realizar a denúncia junto à ouvidoria, mas não obteve sucesso. Ele não encontrou nenhum responsável para explicar a situação.

“Será que eles não pensam, aqui é um hospital, o número de contaminação é maior que qualquer outro lugar.  Não ia me assustar ninguém se os funcionários usassem as máscaras, mas ver eles sem me assustou muito. A moça estava tossindo e espirrando”, contou a testemunha.

Sobre o posicionamento da empresa 

A empresa foi procurada e, mesmo após 24 horas, o hospital não se posicionou sobre o assunto.