Foto: Michael Stéfanni / Agência KRN Promo

Cerca de 2.500 pessoas foram salvas em Manaus, mesmo com o baixo índice de isolamento. Esta é apenas uma das diversas análises e conclusões adquiridas pelo estudo feito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), divulgado nesta segunda-feira (18). A pesquisa denominada  ‘Curva epidemiológica da covid- 19 em Manaus’ destacou também o uso da máscara como ajuda contra o vírus.

A análise no estudo demonstra que a queda de óbitos no início do mês de maio deve-se a três fatores. O primeiro foi o distanciamento social com o fechamento de comércios, escolas, igrejas e etc., por meio de decreto estadual em municipal.

O segundo fator contribuinte com a queda do número de mortos foram as orientações sobre o uso de máscaras pela Organização Mundial da Saúde em 6 de abril e pela Prefeitura de Manaus no dia 14 do mesmo mês.

O estudo levou em conta números oficiais de casos confirmados pela Fundação de Vigilância em Saúde e de óbitos e sepultamentos dos registros civis da Prefeitura de Manaus. Os números foram então utilizados para estabelecer uma estimativa de pessoas infectadas na capital desde o final de fevereiro até o dia 11 de maio, com uma curva de contágio da doença.

Para o pesquisador Alexander Steinmetz, o resultado do estudo corrobora o efeito positivo das medidas de distanciamento social. Segundo ele, não é hora para que aconteça um ‘afrouxamento’ das ações de isolamento.

“São pessoas que deixaram de ter o contágio da doença e que estão, por hora, seguras e sem risco de contágio caso respeitem as medidas de distanciamento e de higiene. Essas medidas não devem, de forma alguma, serem diminuídas, já que se provaram efetivas. Pelo contrário, medidas mais severas de isolamento deveriam ser implementadas para evitar, assim, um possível segundo pico da doença”, explicou.

Apesar das vidas salvas, o pesquisador alertou para o momento delicado em que Manaus vive. Segundo o estudo, são atualmente ao menos 85 mil infectados com a doença na capital amazonense. “Esses números podem piorar em junho, caso aconteça um relaxamento do isolamento social”, afirmou.