A Polícia Civil (PC) encaminhou à Justiça do Amazonas o pedido de prisão preventiva do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira. O sindicalista foi denunciado, neste sábado, 29/2, de ter assassinado um jovem e baleado um ex-funcionário.  

O pedido de prisão foi encaminhado neste domingo, 1º/3. De acordo com a Polícia Civil (PC) até o início da tarde desta segunda-feira, 2/3, a ordem judicial ainda não havia sido decretada.  

Entenda o caso

Givancir foi denunciado por suspeita de ter assassinado Bruno de Freitas Guimarães, na noite deste sábado, 29/2, no município de Iranduba, interior do Amazonas. A família acusa o presidente do Sindicato dos Rodoviários, ter cometido o crime. Além da morte do jovem, o primo dele, identificado como Delisson, que era ex-funcionário dele, também foi baleado. Ele segue internado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. 

Segundo a família da vítima, Bruno levou o primo Delisson, ex-funcionário de Givancir, para receber o pagamento da rescisão – Delisson também é conhecida como a travesti Thelci. Ao chegarem na casa, patrão e ex-funcionária discutiram e Thelci foi embora na moto de Bruno.

Porém, Givancir e três homens não identificados, segundo relatos da testemunha, começaram uma perseguição em um carro. Thleci afirmou que o presidente do rodoviários sacou uma arma e mesmo após súplica, atirou contra os primos. Bruno acabou morrendo no local e a ex-funcionária de Givancir foi encaminhada ferida a um hospital de Manaus para atendimento médico.

A Polícia Militar de Iranduba confirma que Thleci deu essa versão, porém ninguém foi preso em flagrante e Givancir não estava no local para prestar depoimento. A Polícia Civil investiga o caso.

O sindicalista

De acordo com o irmão de Givancir, Josildo Oliveira, o sindicalista irá se apresentar, nesta segunda-feira, 2/3, no 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Iranduba. Ele informou que a apresentação deveria ter sido feita ainda no sábado ou domingo, mas a delegacia, segundo ele, estava sem delegado de plantão.
 
Josildo disse não acreditar que o irmão esteja envolvido no crime, mas confirmou que Thelci trabalhava para o sindicalista. “Ele disse que não tem nada a ver e estão fazendo acusações de forma injusta. Particularmente, eu não acredito que ele fez isso, mas se fez vai ter que pagar na forma da lei”, disse.