O Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), e o Governo do Estado do Amazonas, por meio do secretario Estadual de Educação (Seduc), Luiz Castro (Rede), se mostraram contrários à orientação do Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para que os alunos leiam uma mensagem governamental do ministro e em seguida, que seja feita gravação dos alunos e demais integrantes da escola cantando o Hino Nacional.

A determinação, no entanto, foi revogada hoje, 26, pelo Ministério da Educação (Mec) que enviou nova carta às escolas determinando que as gravações só podem ser feitas em caso de autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável.

No Amazonas, o secretario da educação, Luiz Castro, se posicionou contra as orientações da carta enviada ontem, 25, por Ricardo Vélez. Em nota divulgada, ele diz que por se tratar de um pedido de adesão voluntária dos gestores a Seduc não irá direcionar as escolas a gravarem os vídeos em caráter obrigatório.
A secretaria afirmou ainda que “a atual gestão defende a priorização da aprendizagem ao contrário do estímulo de disputas ideológicas no ambiente escolar, que deve ser imune a qualquer tipo de ingerência político-partidária.”

Na rede municipal, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) afirmou, através de publicação nas suas redes sociais, que a orientação do Ministro da Educação não é patriotismo e sim “patriotada”.
“Em Manaus, não obrigaremos nossas crianças a serem filmadas, sem autorização dos pais, perfiladas durante o hino nacional e obrigadas a ouvirem slogam de campanha eleitoral. Isso não é patriotismo. É uma patriotada! Vamos manter nossas crianças focadas no ensino. Em melhorar nossa educação cada vez mais” disse o prefeito.

Vereadores

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante grande expediente na sessão plenária desta manhã, 26, debateram sobre a posição do MEC em relação ao pedido às escolas para que façam propaganda governamental para o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.
Na ocasião, o vereador, Professor Gedeão Amorim (MDB), levantou o tema e fez duras críticas enfatizando que a carta é “absolutamente antidemocrática e anticonstitucional”

Já o vereador Roberto Sabino (PHS) disse que não viu nada demais e chamou o governo de “milagre de Deus”. De acordo com o político, talvez o ministro quis agradar. “Nós precisamos ser mais amazônidas, ser mais brasileiros, precisamos cantas sim o hino nacional nas escolas (…) quero acreditar que talvez isso seja somente o ministro querendo agradar o vosso presidente”.

O vereador líder do PT, Sassá da Construção Civil, também se posicionou e comentou que “a educação deve vir de casa e que não é o hino nacional que vai mudar esse país” disse o parlamentar.a, que seja feita gravação dos alunos e demais integrantes da escola cantando o Hino Nacional.

As informações são do Portal Amazonas 1