Foto: Reprodução/TV Globo

Rodrigo, que foi eliminado do “BBB19” na noite de ontem, deve depor ainda nesta semana contra a participante Paula após assistir a vídeos dos comentários que ela fez sobre ele no reality show.

A informação foi confirmada ao UOL pelo assessor Adalberto Neto, que foi quem contou ao ex-BBB sobre as declarações da bacharel em direito. Ela fez comentários considerados preconceituosos, como ter medo de Rodrigo por ele ter contato “com esse negócio de Oxum”, além de declarar que “nosso Deus é maior”.

“Passei a noite com ele e com muito cuidado contei as coisas boas e também essa parte mais delicada. O Rodrigo, por incrível que parece, recebeu com muita serenidade”, disse. O assessor disse que o dramaturgo e cientista social está decidido a prestar depoimento sobre o caso em breve após cumprir obrigações com a Globo nos próximos dias.

“Ele quer tocar [o depoimento contra a Paula], e não apenas pelo que foi desferido contra ele, mas pela causa que ele defende. Pelas pessoas que ele representa e que isso não volte a ser reproduzido. Isso é o que ratifica o genocídio negro e o racismo”, declarou.

O advogado que cuidará do caso é Ricardo Brajterman, o mesmo que foi acionado pela família de Rodrigo para entrar na Justiça contra ofensas racistas feitas nas redes sociais do ex-BBB. Em entrevista a Ana Maria Braga no “Mais Você”, o dramaturgo se emocionou ao falar sobre os ataques:

“A gente vai processar, em relação ao racismo, racismo religioso. A minha família cultua o candomblé, que não tem uma estrutura de catequizar ninguém, não cheguei nesse programa para catequizar ninguém. (…) Não é só por mim, por tudo um povo, uma população que cultua algo e é desrespeitada. Não posso me calar de forma alguma”.

Ao UOL, Fábio França, irmão de Rodrigo, falou ontem sobre os comentários de Paula: “Sabemos que todos têm que ser responsabilizados pelos seus atos. Discursos como estes estão matando pessoas, violando terreiros, ameaçando a fé. Se ela [Paula] errou, deverá ser interrogada. O Rodrigo sempre lutou contra a injúria racial e a intolerância religiosa. São pautas que ele defende”.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio de Janeiro confirmou que Paula é investigada pelas declarações no programa. A irmã da participante, Mônica von Sperling, disse não ver preconceito nas falas de Paula: “Ela não é preconceituosa. Nossa família é africana. Nossa avó por parte de mãe é negra. Ela já teve dois namorados negros”.

Fonte: UOL