ários estudantes e servidores participaram do protesto | Foto: Daisy Melo/Ascom Adua

Todos os estados e o Distrito Federal registraram, nesta quarta-feira (15), manifestações contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Houve atos em ao menos 163 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”.

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“A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou Bolsonaro nesta quarta, durante visita ao Texas (EUA).

Em Manaus, pela manhã, um grupo de professores e universitários da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) também participou do movimento que ocorreu em frente ao campus universitário das 7h às 10h. Os manifestantes bloquearam as duas faixas da avenida. Eles usaram uma grande faixa com a frase: “Bolsonaro inimigo da Educação”.

Lucas Pinheiro Bastos, 22, que é presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e estudante do 7º período de pedagogia na Uninorte, explica que a adesão das universidades privadas é importante em decorrência a um movimento que existe do governo federal para privatizar as universidades públicas e com isto colocar um fim em projetos como Prouni e Fies, que possibilitam a entrada de pessoas de baixa renda às universidades particulares.

Participam de ato na tarde desta quarta, no Centro de Manaus, professores e alunos de escolas municipais, estaduais, instituições e universidades públicas e particulares. Servidores da Secretaria de Educação do Amazonas se juntam ao movimento. A categoria está em greve há um mês.

Resumo

  1. MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas
  2. As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas
  3. Sindicatos e movimentos estudantis convocaram um dia de greve contra cortes de verbas que, segundo eles, podem paralisar as universidades
  4. O ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys, disse que a arrecadação do governo foi abaixo do esperado e, por isso, foi feito o congelamento temporário de verbas
  5. O ministério informou que “está aberto ao diálogo” e que o ministro se reuniu com reitores de federais
  6. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”.

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