Primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

A segunda notificação para que a primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko compareça à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestro chegou a ser emitida nesta sexta-feira (18). Ela ainda não se apresentou para responder os questionamentos à polícia, mas, nesta mesma sexta, compareceu ao Ministério Público do Amazonas para conversar com o promotor que acompanha o caso, segundo sua defesa.

Elizabeth Valeiko deve responder à Polícia Civil questões sobre o envolvimento do filho Alejandro Valeiko no homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, morto no fim de setembro.

Apesar de declarar que Elizabeth está disposta a prestar depoimento, a defesa da primeira-dama decidiu levá-la, primeiramente, à sede do MP-AM. Nesta sexta-feira ela foi acompanhada do genro e advogados.

“Nós a levamos ao MP-AM para não expô-la a este circo. Ela quer depor, não é obrigada, mas quer”, afirmou o advogado Felix Valois.

Diante da ausência do delegado Paulo Martins, presidente do inquérito, ou de seu representante, os esclarecimentos fornecidos ao MP nesta sexta-feira (18) não podem ser usados como depoimentos. Apenas uma conversa informal.

Na DEHS, os advogados de Elizabeth negociaram data e o local onde a primeira-dama e o genro serão ouvidos.

“Estivemos na delegacia para conversar com a Dra. Marília, para formular alguns pedidos. Penso que não seja necessária esta segunda notificação, porque ela [Elizabeth] está disposta a conversar”, comentou o advogado Yuri Dantas.

O advogado de defesa da família Valeiko afirma ainda que as solicitações feitas dizem respeito a questões burocráticas sobre as circunstâncias do depoimento, além de outros assuntos que ele preferiu não revelar.

A Justiça negou ainda o relaxamento ou revogação da prisão de Alejandro, além dos outros dois suspeitos Edvandro Martins Júnior e Vittório Del Gatto – o cozinheiro que morava na residência onde ocorreu a confusão.

O caso

O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu na noite do dia 29 de setembro após uma festa na casa do enteado do prefeito de Manaus, Alejandro Molina Valeiko. O corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.

Além de Alejandro Valeiko, outros cinco suspeitos de participarem do crime estão presos:

  • José Edvandro Martins de Souza Junior, 31 anos;
  • Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22 anos;
  • O chefe de cozinha Vitorio Del Gatto, que morava na residência;
  • O policial militar Elizeu da Paz de Souza, 37 anos, que está lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus e, conforme investigações, seria segurança de Alejandro;
  • Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37 anos.

Investigações

O delegado Paulo Martins afirmou na quinta-feira (10) que deve pedir prorrogação do prazo de conclusão das investigações. A informação divulgada após uma acareação realizada com dois dos homens detidos: Elielton Magno de Menezes Gomes Junior e Mayc Parede – que confessou o crime.

A polícia vê divergências nos depoimentos.

Prefeitura de Manaus informou que vai abrir duas sindicâncias para apurar o uso indevido da máquina pública no caso. Um policial lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus está preso suspeito de envolvimento no caso e teria usado um carro alugado pelo município no crime.

Além disso, funcionários da prefeitura acompanharam Alejandro Molina Valeiko em uma viagem ao Rio de Janeiro, onde ele foi internado por alguns dias, após o crime.

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