Caprichoso e Garantido (Foto: Divulgação)

Com o espetáculo ‘Nós, O Povo’, Garantido abre a primeira noite

A agremiação folclórica do Boi Bumbá Garantido abriu a primeira noite do Festival Folclórico de Parintins, na ilha Tupinambarana, a 369 quilômetros de Manaus, na noite desta sexta-feira (28), trazendo nas cores vermelha e branca o tema: “Nós, o Povo”.

O espetáculo começou com o discurso de Maria do Carmo Monteverde, filha de Lindfolfo Monteverde, criador do boi Garantido. Ao lado do Garantido, no meio da galera, o apresentador Israel Paulain cantou a toada ‘Meu Nome é Povão’, que apresenta o bumbá como um boi popular.

A apresentação das cantoras Márcia Siqueira, Naiandra Amorim e Roci Mendonça como “Rosas Vermelhas”, com uma toada na defesa de igualdade de gêneros, foi um dos pontos emocionantes da noite. 

Como primeira Lenda Amazônica, o Garantido apresentou o Curupira, o defensor da Amazônia retratado na toada ‘Sete Espíritos’, numa alegoria grandiosa, do artista Roberto Reis. A cunhã Isabelle Nogueira entrou em cena, evoluindo ao final da Lenda, representando a Mãe Natureza. A participação das tribos foi fundamental, numa apresentação alucinante e de rara beleza cênica.

Durante a apresentação, houve um princípio de incêndio que atingiu um dos capacetes dos Tuxauas do boi Garantido quando descia de um modulo alegórico. Imediatamente bombeiros entraram na arena e apagaram as chamas.

A apresentação terminou com o ritual indígena de cura “Kawahiwa”, onde o pajé afasta os seres sobrenaturais que habitam as matas.

Com o tema “Nós o povo”, o boi bumbá Garantido, que defende as cores vermelho e branco, abriu a primeira noite do festival — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Lendas e emoção marcaram a primeira apresentação do Caprichoso

Parintins – Fechando a primeira noite do Festival Folclórico de Parintins, o Boi Bumbá Caprichoso levou para a arena o tema Mátria Brasilis: do Caos à Utopia, transformando diversidade em igualdade e levou a galera azul e branca ao delírio com a entrada triunfal do apresentador Edmundo Oran, que surgiu entre pássaros e lagartos.  O levantador de toadas, David Assayag, surgiu na arena trazido por uma estrela azul. 

A alegoria, Yeba, a Deusa Brasilis, do artista Lenilson Bentes, foi a primeira a ser montada na arena. A estrutura conta o mito da criação Dessana, que considera Yeba a avó do mundo. Em seguida foi a vez da apresentação do item lenas amazônica, com a alegoria criada por Ferdinando Carivardo, Mura-Pirahã: três preces de esperança, que trouxe a lenda do tuxaua Mura-Pirahã, que flechou a lua e com isso trouxe sofrimento para seu povo. 

O Caprichoso ainda exaltou a cultura brasileira na alegoria Festa de um Boi Brasileiro, que exibia um cenário das manifestações culturais no Brasil Colonial, e apresentou o mateiro da Amazônia, figura típica regional que domina o conhecimento sobre a vida na floresta. 

Encontro emocionante

A galera do Caprichoso ainda presenciou um momento de grande emoção no bumbódromo. Arlindo Jr., levantador de toadas do boi da francesa por muitos anos, surgiu na arena cantando “Pesadelos dos Navegantes”, toada que marcou o ano de 1996. 

Ao lado de David Assayag, Arlindo se emocionou ao final de sua participação ao ser aclamado pela galera azul e branca. O ex-levantador está em tratamento contra um câncer no pulmão. 

Arlindo Jr. emocionou com “Pesadelo dos Navegantes” (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Com informações do Portal Em Tempo

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