Foto: No Amazonas é Assim

Retratando as ‘mães de fé’, Caprichoso completa sua segunda noite

A resistência dos mais variados tipos de fé foi a aposta do boi Caprichoso para a segunda noite de apresentações no 54o Festival Folclórico de Parintins sob o tema “No Braseiro da Fé, Esperança é Minha Luz”. O bumbá azulado foi o primeiro a abrir as celebrações, entrando na arena às 20h e finalizando sua apresentação com 2h23 de duração.

Na abertura, a Marujada de Guerra surgiu segurando velas, enquanto a cantora Mara Lima surgiu na arena, ao lado de Davi Assayag e Prince do Boi, cantando a introdução da toada “Matriarca. Nos primeiros minutos depois do Caprichoso ter entrado na arena do Bumbódromo, o amo do boi, Prince, se dirigiu para entrada da arquibancada da galera azul e branca para realizar uma surpresa em sua apresentação. Chegando ao local o mesmo notou que não poderia cantar dali e o estresse tomou conta nos bastidores. “Não dá para cantar daqui não”, falou Prince. O amo do Caprichoso rapidamente saiu do local e fez sua entrada pelo portão principal mesmo.

Durante sua apresentação, o Caprichoso mostrou as diversas lutas entre o bem e o mal, com simbolismo forte das religiões de matrizes africanas. O Caprichoso apresentou a fé como o caminho e o destino, das mais tradicionais como aquelas que estão presentes nos templos e terreiros, até as crenças populares e costumes místicos, independente de qual religião se ancore.

A Rainha do Folclore, Cleise Simas, fez um espetáculo a parte.

Cleise Simas, Rainha do Folclore!

Garantido abre apresentação na segunda noite em clima de festa junina

(Foto: Jair Araújo)

Trazendo o subtema ‘Garantido, o Boi da Alegria do Povo’, bumbá começou apresentação trazendo símbolos dos festejos de junho pelo País. Continuando com o tema “Nós O Povo”, o boi-bumbá Garantido encerrou a segunda noite do festival. O Garantido veio para falar sobre alegria. E em cada quadro veio narrando a alegria do povo em festejar seus costumes.

O “boi vermelho”, ontem, fez referência às lutas pelo folclore na ilha. Durante a apresentação, o Garantido surgiu na galera – torcida – para dar início à festa. Hoje, na continuação, foi a vez de contemplar as vitórias das guerras. Guerras essas fazem parte da vida do povo Amazônico.

 Musicas típicas da região estavam representadas com seus carimbós e boi. Além disso, os costumeiros caboclos que trepam nos pés de açaízeiros pra tirar o fruto tão consumido e amado nessa região do Brasil.

Enfim, um show de cultura popular com valorização regional, sempre enfocando o Amazonas e o Pará.

A porta estandarte do boi Garantido, Edilene Tavares, voltou a ser uma das sensações durante a apresentação do Boi Bumbá Garantido na segunda noite. Não parou em nenhum momento e animou o público presente mesmo com sua entrada às 1h da manhã. A massa rubro-branca pulou e vibrou com a apresentação da Edilene.

Edilene, Porta-estandarte

Na última alegoria do Boi Garantido em qual surgiu o pajé Adriano Paketá não saiu como o planejado. Ao perceber que um dos módulos da alegoria não ficaria na devida posição, a diretoria do bumbá decidiu deixar do que jeito que estava para não serem prejudicados no tempo de apresentação.

Um dos módulos da última alegoria do Garantido não ficou na devida posição. Foto: Gilson Almeida

Diante o imprevisto a tensão tomou conta, mas o bumbá conseguiu não ultrapassar o tempo limite, encerrando sua apresentação em 02:29:11,64. 

Na terceira e última noite do festival o Boi Garantido abre as apresentações às 20h e o Boi Caprichoso encerra.

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