Uma criança de três anos morreu, na noite desta segunda-feira (20), após ser baleada em um sítio, no Ramal do Vegetal, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, o padrasto da menina foi preso após confessar ter atirado acidentalmente contra a criança. A família da mãe da vítima acredita que o tiro foi proposital.

De acordo com a 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), os policiais militares foram acionados por volta de 14h30, informados que uma criança foi baleada em um sítio. Quando chegaram no local, o padrasto da menina se entregou e disse ter atirado contra ela.

O padrasto disse aos policiais que a menina estava brincando no local quando ele disparou, acidentalmente, uma espingarda caseira, calibre 32, e atingiu a criança.

Após o ocorrido, o avô da criança, que também estava no sítio, levou a menina para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campos Sales, onde ela recebeu os primeiros atendimentos médicos. Ela foi transferida para o Hospital da Criança, na Zona Oeste, mas não resistiu e morreu por volta de 19h.

Arma usada no crime foi apreendida pela polícia. — Foto: Patrick Marques/G1 AM
Arma usada no crime foi apreendida pela polícia. — Foto: Patrick Marques/G1 AM

A irmã do padrasto, de nome preservado, disse ao G1 que o irmão não teve a intenção de atirar contra a menina. “Ele disse que foi o dono da arma que foi mostrar pra ele. Ele puxou uma corda e a arma disparou. Foi uma fatalidade”, contou.

Segundo o conselheiro tutelar da Zona Centro-Oeste, Cosme França, a avó materna disse que o pai não queria que a criança fosse para o sítio com a mãe. Ela insistiu e levou a menina e, depois, o pai teve a notícia do que havia acontecido.

“A avó nos relatou que o padrasto não tinha um bom convívio com a menina. As vezes, é um ciúmes. Queria a atenção toda para ele. As vezes isso acontece. E aí, aconteceu o fato, infelizmente. A família acredita que foi proposital”, disse o conselheiro.

O corpo da criança foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O padrasto da criança foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde o caso foi registrado.