As investigação da morte de uma família em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, apontam que a empresária Flaviana Gonçalves, de 40 anos, teria sido obrigada a dirigir o carro onde seu corpo foi encontrado carbonizado. Ela, o marido e filho do casal foram encontrados mortos dentro de um carro carbonizado na terça-feira (28). As informações são do jornal Agora.

De acordo com o delegado seccional de São Bernardo do Campo, Ronaldo Tossunian, o comerciante Romoyuki Gonçalves, 43 anos, e o filho, Juan Gonçalves, de 15, teriam sido colocados mortos no veículo dirigido pela mulher.

A filha do casal, Ana Flávia Menezes Gonçalves, de 24 anos, e a namorada dela, Carina Ramos, de 26, foram presas na quarta-feira (29) por suspeita de envolvimento no crime. Um terceiro suspeito, que teria auxiliado as duas, também é investigado.

Segundo o laudo pericial, as vítimas morreram com pancadas no lado direito da cabeça. Pai e filho teriam morrido dentro da casa onde moravam no condomínio Morada Verde, em Santo André. Já Flaviana teria sido morta da mesma forma, mas não na residência, já que o porteiro do condomínio afirmou em depoimento que viu a empresária saindo com o carro da família, às 22h36 de segunda-feira (27). O Fiat Palio de Ana Flávia passou pela portaria pouco antes.

Imagens das câmeras de monitoramento mostram o carro de Ana Flávia entrando e saindo do condomínio três vezes, entre 18h16 e 22h12 de segunda-feira (27). Nesse intervalo de tempo, outro vídeo mostra Carina entrando a pé no local, usando um moletom com capuz. A polícia afirmou que Flaviana provavelmente foi rendida e obrigada a dirigir o carro com os corpos do filho e marido.

A polícia agora tenta descobrir se Flaviana foi sequestrada antes de chegar em casa, ou quando chegou ao local, após sair do trabalho em um shopping de Santo André. Para os investigadores, o crime foi premeditado.

De acordo com o advogado Lucas Domingos, que defende Ana Flávia e Carina, as duas negam participação e autoria no crime. Questionado sobre contradições nos depoimentos delas, ele disse que quando tiver acesso ao inquérito do caso verificará “quais são”.