Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou o colapso no hospital referência para o novo coronavírus no Amazonas. Segundo relato de um funcionário do hospital, sob anonimato, a UTI e a sala de emergência estão lotados e que só há vaga caso aconteça algum óbito. A situação é tão bizarra que a família de uma idosa foi orientada a levá-la para morrer em casa.

A informação até então era omitida pelo Governo do Amazonas, porém, na tarde dessa sexta-feira as autoridades estaduais confirmaram que o Delphina atingiu sua capacidade máxima operacional. De acordo com governo, não há equipe médica suficiente para realizar os atendimentos, mas que já atua para contratar novos profissionais e garantir que nenhum caso fique sem assistência na rede pública.

Ainda de acordo com o autor da denúncia, é a primeira vez que o hospital, reservado apenas para pacientes com Covid-19, entra em colapso. Em Manaus, outras unidades de saúde também atendem pacientes infectados por coronavírus e outras doenças.

Com a explosão do números de contaminados com o coronavírus no Amazonas, o Hospital Delphina Aziz perdeu a capacidade de atender pacientes que chegam em estado grave. Foi neste cenário que a família de um octagenária foi orientada a levá-la para casa “para se despedir”. Os mortos já estão sendo levados para uma câmara frigorífica instalada ao lado do necrotério do hospital.

O número de casos confirmados de Covid-19 no Amazonas saltou de 532, nesta segunda, para 981, na sexta-feira (9). Os óbitos subiram de 19 para 50.

O Governo informa que corre para ampliar a quantidade de leitos e para funcionar um hospital alugado por R$ 2,6 milhões. Apesar do governo afirmar que o local está todo equipado, a unidade não funciona por falta de equipamentos e insumos.

A Prefeitura de Manaus também está montando um hospital de campanha com 100 leitos em parceria com a Samel, que tem obtido êxito no tratamento de Covid-19.

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