A diretora do Serviço de Pronto Atendimento (SPA do São Raimundo), Ana Valéria Costa de Matos, de 51 anos, morreu neste sábado (18), por volta das 13h40, no Hospital Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, após piora no quadro de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19).

A paciente deu entrada na unidade de saúde no dia 4 de abril, sendo internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mantida em ventilação mecânica. A paciente realizou a coleta do exame para o novo coronavírus no dia da internação e no dia 10 teve o resultado positivo para Covid-19.

Ana Valéria Costa de Matos era agente administrativa concursada da Secretaria Estadual desde 1985 e também é formada em Administração Hospitalar pelo Centro Universitário Nilton Lins (2004). A Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam) lamentou a morte da servidora.

Outros médicos

No último domingo (12), foram confirmadas as mortes dos médicos Altamir Bindá e Raimundo Ferreira, por meio de uma nota de pesar divulgada pela vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar.

“Perdemos grandes guerreiros nesta madrugada. Que Deus console suas famílias e amigos. Quantos mais perderemos por culpa de falta de estrutura e EPIs?”, questiona Patrícia.

Na segunda-feira (13), o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CREMAM) confirmou a morte do médico Carlos Roberto de Medeiros. Segundo as notas emitidas pelo conselho, somente os médicos Altamir Bindá e Carlos Medeiros tiveram a morte em decorrência da Covid-19.

Técnica de enfermagem também morreu

Também faleceu na terça-feira (7), a técnica de enfermagem, Karlessandra da Silva Correa, 40, que trabalhava no Hospital Platão Araújo, Zona Leste da capital, o diagnóstico apontou que a profissional tenha falecido pelo vírus H1N1, mas as autoridades de saúde não descartaram a suspeita por Covid-19.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Terceirizados da Saúde (SindSaúde), mais de 50 profissionais da área estão com suspeita do novo Coronavírus em Manaus, o sindicato lamentou a situação e disse que as contaminações podem decorrentes da falta de qualidade dos Equipamento de Proteção Individual (EPI’s) usados pelos profissionais, uma vez que alguns precisam cumprir carga horária de doze horas usando apenas uma máscara cirúrgica, sem poder fazer a troca por falta de equipamento.