A universitária Deyse Oliveira Brilhante, 22, foi vítima de agressão física e racismo na madrugada do último dia 25 no Condomínio Jardim Sakura, no bairro do Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus.

Os agressores participavam de uma festa junina realizada na casa do coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Fernando Paiva Rodrigues, que mesmo em plena pandemia do novo coronavírus, reuniu mais de 30 pessoas num evento regado com muita bebida alcoólica.

O coronel reformado e alguns familiares e convidados agrediram a jovem, que não participava da festa clandestina e, segundo a vítima, apenas tinha saído de casa para levar o cão de estimação para passear.

Segundo informações, Dayse passeava na rua quando a sargento do Corpo de Bombeiros começou a filmar com um celular. A estudante se sentiu incomodada e perguntou para que serviria a filmagem.

Uma sargento do Corpo de Bombeiros teria se irritado e acompanhada de mais duas amigas teriam começado a chamar Dayse de  ‘preta’, ‘essa negra’, ‘puta’, ‘vagabunda’, em seguida, a vítima foi agredida com socos e puxões de cabelo.

Em entrevista, o pai da vítima, o coronel da Polícia Militar Disney Brilhante, chamou de absurdo o que aconteceu, com o agravante da agressão à sua filha ter partido de familiares e convidados da festa promovida por um coronel reformado do Corpo de Bombeiros.

O coronel Disney acrescentou ainda que o síndico do condomínio, Milton, Júnior, tentou evitar que a agressão a Deyse Brilhante continuasse e também foi agredido por Maurício, que também dirigia o carro que os agressores estavam e desceram parta agredir a universitária.

Além do rosto, a mão da universitária também foi lesionada durante a agressão física

Mãe e filha agredidas fizeram Boletim de Ocorrência no 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), foi instaurado um inquérito pelo delegado titular Henrique Brasil, e ambas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) onde fizeram exames de corpo de delito.

(Com informações do Portal do Holanda e Portal do Zacarias)