Um homem de 24 anos foi detido, na noite de quinta-feira (29), na Santa Casa de São Paulo, na região central da capital paulista, por exercício ilegal de profissão ao se passar por médico. À polícia, o suspeito disse que só queria andar de jaleco e estetoscópio pelo hospital como vê na série de televisão ” Grey’s Anatomy”. 

Ele também afirmou que sonha em ser médico, mas que não atendeu nem tocou em nenhum paciente. Testemunhas, porém, relataram que o falso médico chegou a dar alta para dois pacientes. 

O suspeito também informou que já ficou internado no hospital para tratar de uma cefaleia refratária e que faz uso do medicamento Ritalina. 

Segundo depoimento de um funcionário da Santa Casa, a primeira vez que o homem tentou se passar por médico no local foi no dia 6 de agosto. Na ocasião, ele perguntou pelos “seus pacientes” de cirurgia bucomaxilofacial.

Foi só quando o verdadeiro médico da área chegou perguntando dos mesmos pacientes, que o funcionário se deu conta que o homem era um falso médico. Nesse meio tempo, ele chegou a atender e dar alta para dois pacientes. 

A testemunha não soube precisar quantos outros pacientes foram atendidos pelo suspeito. 

No dia seguinte, 7 de agosto, uma outra funcionária também encontrou com o falso médico e achou estranho que ele não portava o crachá de identificação. Segundo ela, o homem ficou nervoso ao ser questionado sobre o crachá e fugiu do local. A funcionária, então, avisou os seguranças da Santa Casa sobre o ocorrido.

Na quinta-feira (29), quando tentou entrar novamente no Pronto-Socorro do hospital, o homem foi abordado pelos seguranças, que chamaram a Polícia. 

O suspeito foi encaminhado ao 2º Distrito Policial, onde foi registrado um termo circunstanciado. Depois de prestar depoimento, ele foi liberado. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Em nota, a Santa Casa afirmou que tem reforçado as medidas de controle de acesso e segurança nas portarias. “As equipes médicas e assistenciais têm sido periodicamente orientadas para identificarem a presença de pessoas sem identificação nas dependências do hospital.”

Fonte: UOL

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