O empresário Sadi Gitz, do setor de cerâmica, se matou com tiro na cabeça na frente do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante abertura de um seminário sobre o mercado de gás que aconteceria em Aracaju a partir desta quinta-feira, dia 4.

Segundo relatos de pessoas que presenciaram o suicídio, o empresário Sadi Gitz se levantou após a fala do governador, ameaçou dizer algumas palavras e se matou.

Fontes do governo estadual contaram que o empresário era dono de uma fábrica de cerâmica que havia entrado em hibernação, por causa do alto preço do gás. Com isso, ele teria falido.

Crítica ao governo do Estado

Em maio deste ano, o empresário Sadi Gitz, 70 anos, decidiu pela suspensão das atividades da fábrica de revestimento cerâmicos Escurial e, em nota distribuída à imprensa, culpou o o governo do Estado pela medida. “O motivo determinante para essa decisão foi o preço do gás cobrado pela Sergas, empresa do governo do Estado de Sergipe”, afirmou. Com a hibernação, foram perdidos 200 empregos diretos e 400 indiretos.

Sadi Gitz havia contestado judicialmente a Sergas pelo preço que considerou abusivo, inclusive com um “pedido de perdas e danos”. O empresário afirmou, em maio, que “a perda  de arrecadação de tributos, redução de ambiente de negócios, são fatos que se sobrepõem a qualquer discurso teórico-político. Nenhuma empresa ou empresário tem satisfação em hibernar, mudar ou relocar uma unidade, mas as condições operacionais só existem se houver uma política real de fomento à atividade produtiva”.

O empresário era natural de Porto Alegre e chegou ao Estado de Sergipe na década de 1980. Em 1993, fundou a Cerâmica Escurial, no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana de Aracaju. Em 2014, a Escurial viveu o melhor momento financeiro e fez um investimento de R$ 70 milhões. 

Gitz chegou a ocupar cargos na prefeitura de Aracaju: foi superintendente municipal de Transportes e Trânsito e da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb). Também foi presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Ascese).

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