“Gosto é de contaminar”. Essa foi a afirmação feita pelo professor Aluízio de Oliveira Leite Filho, ao ser questionado pela tenente-coronel Jadna Barros, diretora do 5º. Colégio da Polícia Militar do Amazonas, sobre a presença dele na unidade em ensino mesmo sabendo que apresentava diagnóstico positivo para o novo coronavírus (covid-19).

Pelo risco de transmissão aos alunos e outros colegas de trabalho, o docente recebeu voz de prisão da diretora e foi encaminhado ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) na tarde da última sexta-feira (14). 

Conforme o registro policial, antes de ser preso, o professor ainda tentou ministrar aula para uma turma do colégio, localizado na avenida Nilton Lins, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus.

No dia 5 de agosto deste ano, o professor Aluízio apresentou na escola um exame positivo para Covid-19. De acordo com a documentação, ele ainda estaria no período de transmissão da doença.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação é de isolamento por dez dias para casos assintomáticos. Os doentes com sintomas leves também devem ficar isolados por esse período, mais três dias depois que os sintomas desaparecerem.

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que registrou um boletim de ocorrência contra o profissional. Além de registrar o BO, a gestão da unidade de ensino irá adotar medidas administrativas em relação a conduta do professor que poderá resultar no afastamento de suas funções, caso seja comprovado que ele estava em período de transmissão da doença e mesmo assim frequentou às aulas.

“Pelas mensagens em um grupo de whatsapp da escola, ele não respeitou as medidas sanitárias da Fundação de Vigilância em Saude do Amazonas (FVS- AM) tampouco as orientações dos protocolos de saúde do Plano de Retorno às Atividades Presenciais da Secretaria de Estado de Educação e Desporto, que está sendo utilizado na escola”, diz um trecho da nota, enviada pela PM.

A Polícia Militar afirmou, ainda, que vai seguir o protocolo de sanitização que é de desinfecção da escola e o afastamento do professor e vai avaliar junto à Seduc já na segunda-feira a retomada das aulas.

A instituição salientou que tem tomado todas as medidas sanitárias necessárias nas unidades de ensino militares, a fim de garantir a saúde e o bem-estar tanto do corpo discente quanto do docente.

(Em Tempo)