Após o vazamento de um vídeo que mostra pacientes dividindo ala com mortos no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, o Governo do Amazonas providenciou um contêiner frigorífico para a armazenamento dos cadáveres de vítimas do Covid-19.

Veja:
+ Vídeo mostra cadáveres misturados a pacientes em ala do Hospital João Lúcio em Manaus. Assista.

Na tarde de ontem (16), imagens feitas dentro da unidade viralizaram no país inteiro e o caso foi destaque na imprensa nacional. No vídeo, ao menos 14 corpos estavam na mesma ala de pacientes internados, o que contraria a determinação do Ministério da Saúde, sobre o manejo de corpos no contexto do novo coronavírus, publicada no dia 25 de março, que diz que os corpos devem ser levados ao necrotério, e serem alocados em compartimento refrigerado e sinalizado como ‘Covid-19’.

A filmagem chegou ao Beiradão por meio de funcionários do próprio hospital, que temiam a contaminação da equipe e dos pacientes pelo coronavírus. Mais tarde, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) confirmou que os corpos eram de pacientes com suspeita de Covid-19.

Confira a nota na íntegra:

Nota sobre contêiner  frigorífico no HPS João Lucio

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que providenciou um contêiner frigorífico que dará apoio no acondicionamento de corpos de pessoas que vieram à óbito com suspeita de Covid-19 no Hospital e Pronto Socorro (HPS) João Lúcio, na zona leste de Manaus.

A medida é necessária para evitar a permanência dos corpos dentro do hospital durante o período em que as famílias são avisadas com a dignidade e o cuidado necessário, e assim possam providenciar  o breve funeral e sepultamento.

A unidade tem recebido pacientes com síndromes respiratórias agudas graves, entre elas casos suspeitos de Covid-19, até que se conclua a total montagem de leitos no HPS Delphina Aziz e o início da operação do hospital de retaguarda, no Hospital da Nilton Lins.

Os pacientes que vieram à óbito entre a noite de ontem e a manhã desta quinta-feira (16/04) no HPS João Lúcio receberam assistência adequada, manejo clínico de acordo com as suas necessidades, medicação e oxigênio. Desses pacientes, oito tinham idade acima de 60 anos e seis tinham comorbidades severas.