O presidente parabenizou os policiais do Rio pela ação que pôs fim ao sequestro do ônibus com 37 passageiros na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira. Após 3h30 de cerco, o sequestrador foi atingido por um atirador de elite e morreu. Todos os reféns foram liberados sem ferimentos. ‘No ônibus 174, não usaram sniper e o que aconteceu? A passageira morreu. Não tem que ter pena’, disse Bolsonaro mais cedo.

Mais cedo, em entrevista foi concedida antes da execução do sequestrador por um atirador de elite, Bolsonaro dissera que a solução para o episódio seria o uso de um “snipper” para que o “cidadão de bem não morra nas mãos dessas pessoas”.

Depois da ação policial no Rio de Janeiro, o porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Fliess, confirmou o óbito e disse que a arma usada pelo sequestrador era de brinquedo.

O criminoso, ainda não identificado, foi atingido no momento em que deixava o veículo. Nenhum dos reféns foi baleado. A polícia disse não saber, até a conclusão desta reportagem, as motivações que levaram o suspeito a sequestrar o ônibus.

Na entrevista, Bolsonaro lembrou do caso do sequestro do ônibus 174, em 2000, quando a professora Geísa Firmo Gonçalves foi assassinada pelo sequestrador Sandro Barbosa do Nascimento. “Não foi usado snipper e morreu uma professora inocente. Depois, esse vagabundo morreu no camburão”, disse. “Não tem de ter pena.”

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), afirmou que vai promover os atiradores e elogiou o trabalho da polícia.

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