Irmão do senador Omar Aziz, Amin foi preso novamente nesta quinta-feira (1°) em nova fase da Operação Vertex, quinto desdobramento da Operação Maus Caminhos. A informação foi confirmada pelo advogado Simonetti Neto, que faz a defesa do irmão de Amin, Murad, que no último dia 19 chegou a ser preso na operação que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e a existência de uma organização criminosa que desviou recursos milionários da Saúde do Amazonas.

Amin Aziz,irmão do senador Omar Aziz, foi preso novamente nesta quinta-feira (1°) pela Polícia Federal porque estava tentando prejudicar as investigações da Operação Vertex, que apura a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e existência de uma organização criminosa que desviou recursos milionários da Saúde.

Segundo a PF, o investigado estava se desfazendo, com a ajuda de outro indivíduo, de objetos de sua residência, ao ter conhecimento prévio da fase ostensiva da Operação Vertex, deflagrada no último dia 19. Foram angariadas provas e indícios da ação.

Nesta quinta-feira (1°), dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Cidade de Deus e Parque 10 de Novembro, respectivamente nas zonas Norte e Centro-Sul de Manaus. Amin foi encaminhado para uma cela do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 2), no quilômetro 8 da BR-174. 

Amin chegou a ser preso no último dia 19, juntamente com seus irmãos, Murad e Mansour, e a cunhada, a ex-primeira-dama Nejmi Aziz. Todos chegaram a ser liberados posteriormente, mas nessa quarta-feira (31) Nejmi voltou a ser presa e encaminhada à cela no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

De acordo com a PF, as medidas cautelares deferidas pela Justiça Federal, hoje, no interesse do Inquérito Policial que apura o caso, têm por objetivo contribuir para o esclarecimento dos fatos no que se refere às hipóteses criminais de vazamento de investigação sigilosa com o objetivo de prejudicar a eficácia da ação policial do dia 19 de julho, e de embaraço à investigação sobre organização criminosa, por meio da ocultação/destruição de provas, além de outros possíveis crimes correlatos.

(Reportagem: Rafael Seixas / Foto: Euzivaldo Queiroz / A Crítica)