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Condenados a 15 anos de prisão pela Justiça do Amazonas, e a pagar multas individuais no valor de R$ 55.411,16, pelo crime de associação para o tráfico de drogas, o ex-deputado federal e ex-vice prefeito de Manaus Carlos Souza e o irmão dele, o ex-vereador e ex-deputado estadual Fausto Souza, vão recorrer da sentença, assinada pela juíza de direito Rosália Guimarães Sarmento.

A informação foi confirmada ao Portal Em Tempo, nesta quarta-feira (8), pela irmã dos ex-parlamentares, Marlúcia Souza. Por telefone, ela frisou que recorrer à condenação é um direito, “Acima de qualquer coisa está a consciência de cada um. Julgar um inocente é fácil, mas a gente tem que se defender”, afirmou.

Além dos irmãos Souza, a magistrada também condenou Alan Rego da Mata e Luiz Maia de Oliveira a 13 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. Elizeu de Souza Gomes foi condenado a 11 anos e oito meses, Wathila Silva da Costa foi condenado a 8 anos.

A pena deste último réu foi a menor de todas porque ele não integrava mais os quadros da polícia militar e, por isso, não incidiu a causa de aumento decorrente do abuso do cargo público, fazendo com que a sua pena fosse reduzida em relação aos demais réus.

Os réus foram condenados pelas sanções previstas no art. 35, caput, da Lei nº 11.343/2006, pela prática do Crime de Associação para o Tráfico de Drogas. Como estavam em liberdade a magistrada concedeu o direito de recorrerem da mesma forma, seguindo o entendimento de que as prisões para cumprimento de pena devem aguardar a confirmação do 2° grau de jurisdição.

Aldiley de Melo Ambrósio e Francisco Wallace Cavalcante de Souza, que também figuravam como réus na Ação Penal, foram excluídos do polo passivo porque morreram antes da sentença. Moacir Jorge Pessoa da Costa também era réu no “Caso Wallace”, mas foi julgado (e condenado) pelo Dr. Mauro Antony, em processo que recebeu outra numeração (0245471-89.2008.8.04.0001) e incluía diversos outros réus que integravam a mesma organização criminosa (ORCRIM) comandada pelos Irmãos-Souza.

Os réus Mário Rubens Nunes da Silva, João Sidney Vilaça de Brito, João Bosco Sarraf de Resende e Vanessa de Souza Lima foram absolvidos.

Nos casos de Eliseu de Souza Gomes, Luiz Maia de Oliveira e Alan Rego da Mata, todos policiais militares, a juíza determinou a perda definitiva do cargo de policial e o imediato afastamento cautelar de suas funções, visto que foram condenados de acordo com o Artigo 35 da Lei 11.343/2006 (associação para o tráfico de drogas) c/c art. 92, I, “a” do CPB.

Com informações do Portal Em Tempo