Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (27), por meio de nota, que “não tem e nunca teve” o patrimônio que a Lava Jato pretende bloquear. A defesa irá recorrer da ordem judicial.

A manifestação é uma resposta à decisão do juiz titular da 13.ª Vara Federal em Curitiba, Luiz Antonio Bonat, que determinou o sequestro de até R$ 77,9 milhões do patrimônio do petista.

A decisão atendeu a um pedido feito pela força-tarefa Lava Jato em meio à ação penal em que Lula é acusado de receber propinas da empreiteira Odebrecht.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), Lula recebeu vantagens financeiras por meio da doação de um terreno (onde supostamente seria construída uma nova sede para o Instituto Lula) e um apartamento (vizinho ao imóvel onde o ex-presidente morava, em São Bernardo do Campo).

O ex-presidente nega as acusações. Por meio da assessoria de imprensa, o político afirma que a acusação se trata de “uma grosseira falsidade, pois seus procuradores e a Receita Federal fizeram uma devassa arbitrária e ilegal nas contas de Lula, de sua família, da empresa LILS Palestras e até do Instituto Lula, sem encontrar 1 centavo obtido ilicitamente”.

O petista alega, ainda, que Bonat, ao determinar o sequestro dos quase R$ 78 milhões, agiu de forma “ilegal e abusiva”. Segundo os advogados de Lula, o bloqueio não tem fundamentação jurídica. Por isso, os defensores alegam que o despacho se trata de “uma medida de perseguição política para inviabilizar o sustento de Lula, sua família e sua defesa”.

Ações no Paraná

Lula está preso há quase 450 dias, desde 7 de abril de 2018. O ex-presidente se entregou à Polícia Federal em Curitiba depois de ter confirmada em segunda instância a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo relacionado ao triplex do Guarujá (SP).

Lula também já foi condenado em primeira instância em uma ação penal que tratava sobre propinas da OAS pagas por meio de reformas de melhoria em um sítio em Atibaia (SP).

A terceira ação na Justiça Federal em Curitiba trata de supostas vantagens oferecidas pela Odebrecht por meio de um terreno, em São Paulo, e uma apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

Com informações do Paraná Portal

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