Reprodução / Arquivo da família

De acordo com a polícia, ele teria ateado fogo na casa, matando os três enteados e deixando a mulher, com quem convivia a menos de um mês, com ferimentos graves pelo corpo.

A polícia levantou que, enquanto a mulher estava no banheiro, ele colocou um colchão na porta do quarto e ateou fogo, que se alastrou rapidamente pela casa. A mãe das crianças, Dara Cristina de Almeida Santos, 25 anos, não sofreu queimaduras, mas inalou muita fumaça e está internada em estado grave no Hospital Praia Brava, em Angra dos Reis, cidade vizinha à Paraty (RJ).

As três crianças, Marya Alice, de 4 anos, Cauã de Almeida, de 5, e Marya Clara, de 7, foram enterradas juntas, no final da manhã de hoje, na mesma cova. A mãe ainda não sabe da morte dos filhos.

Segundo os policiais, Evangelista teria usado como álibi que um dos filhos da companheira seria o autor do fogo nos colchões do quarto. Tal informação foi confrontada pelos depoimentos de testemunhas, principalmente da avó das crianças e da babá.

Além disso, o exame pericial na casa descartou a possibilidade de o incêndio ter ocorrido por acidente. A motivação dos crimes seria o ciúme da companheira. O preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Enterradas na mesma cova

Cerca de 150 parentes e amigos da família acompanharam o velório das três crianças que morreram durante um incêndio em um casarão de Paraty, Costa Verde do Rio, na manhã da última sexta-feira. A cerimônia ocorreu no Necrotério Municipal, que fica a cerca de 400 metros do cemitério, onde foram feitos os sepultamentos, às 10h50. O pai das crianças, ex-marido de Dara de Almeida Santos de Souza, estava bastante abalado. A mãe das vítimas está internada no Hospital Praia Brava, em Angra dos Reis, e ainda não sabe da morte dos filhos.