Com mais de 400 profissionais de saúde infectados pelo novo coronavírus e dez mortes registradas no Amazonas, testes rápidos de Covid-19 passaram a ser disponibilizados para a categoria em um segundo posto na capital nesta terça-feira (28). Somente no primeiro dia, 92 profissionais tiveram o resultado positivo para a doença. Os testes são feitos por meio do sistema de drive-thru, adotado para evitar aglomeração. Em todo o Amazonas, o número de casos da doença passa de 4,3 mil.

Enfermeiros, técnicos, médicos e fisioterapeutas estão entre profissionais que atuam na linha de frente no combate à Covid-19. Alguns deles denunciam falta de estrutura e sobrecarga de trabalho dentro dos hospitais em Manaus. O governo afirma que assegura equipamentos de proteção em todas as unidades.

Na terça-feira, primeiro dia do serviço, 240 testes foram realizados. Desse total, 92 testaram positivo para Covid-19. Nesta quarta-feira (29), 16 profissionais da saúde também receberam confirmação da doença.

Os testes rápidos destinados a profissionais da saúde estão disponíveis na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA), zona sul de Manaus. O local vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h, durante, inicialmente, duas semanas. O agendamento deve ser feito no aplicativo SASi, disponível nas lojas de aplicativos de celular e no site da FVS.

A meta, segundo o governo, é realizar entre 250 e 300 testes por dia, sempre obedecendo ao agendamento prévio. No primeiro posto, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foram de 1.700 testes em profissionais da saúde, de forma presencial.

No Amazonas, além dos crescentes números da Covid-19, superlotação nos hospitais e falta de leitos de UTIs, sistema carece, ainda, de falta de profissionais de saúde. A secretária de saúde do Amazonas, Simone Papaiz, disse que a maior dificuldade em aumentar o número de leitos ativos, nesse momento, “é a contratação de recursos humanos em totalidade”.

Para auxiliar na demanda, uma equipe do Hospital Sírio Libanês foi enviada ao Amazonas, no dia 13 deste mês, para atuar no combate ao novo coronavírus. Dez dias antes, o governo havia anunciado que o Hospital Delphina Aziz, referência em atendimento aos pacientes com coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional e ficou sem condição de ativar novos leitos por falta de profissionais.

Também como medida para atender a rede de saúde, universidades em Manaus anteciparam colações de grau de estudantes de medicina. Com isso, os recém-formados passaram a atuaram na reforçar no atendimento nas unidades hospitalares. Na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o formando, ao aderir à antecipação, assume o compromisso de atuar na rede pública de saúde por 180 dias.

Em uma videoconferência, na terça-feira (28), com o ministro da Saúde, Nelson Teich, o governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que renovou o pedido de auxílio ao Governo Federal para enfrentamento da pandemia. Na ocasião, Teich afirmou que o Ministério da Saúde vai enviar, nos próximos dias, uma equipe de técnicos para auxiliar nas ações que estão sendo desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).

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