A mulher que foi atropelada por um ônibus no Centro de Varginha (MG) nesta quarta-feira (28) contou o que pensou no momento no acidente. Alecsandra Custódio da Silva escapou por pouco, ao rolar rapidamente para sair de baixo do veículo, mas disse: “Eu entrei em pânico”.

O acidente foi registrado por uma câmera de segurança na praça Getúlio Vargas. Ela estava a caminho do Senai, onde estuda, mas quando esperava para atravessar a rua, foi atingida pelo veículo.

“Eu entrei em pânico. A única reação que eu tive foi rolar para fora do ônibus. E nisso que eu rolei para fora, parou um carro na frente, que também quase me pegou”, conta Alecsandra.

Ela diz que o acidente poderia ter um fim trágico. “Poderia ser muito pior, poderia eu não ter conseguido nem sair debaixo do ônibus. Ele não fez o sinal, aquele barulho que ele faz, o sonzinho de quando ele dá ré. Então eu não consegui ver nada”.

O acidente aconteceu em um trecho onde geralmente os ônibus ficam estacionados. Como a faixa de pedestres fica distante, muita gente prefere atravessar no local.

“O pedestre também tem a regra de circulação para ele. O correto é que ele atravesse sempre na faixa e sempre observando o trânsito em ambos os lados. O motorista deve estar sempre atento aos retrovisores, sempre sinalizar com antecedência as suas manobras para evitar que seja pego de surpresa algum pedestre”, alerta Fernando Faria, instrutor do Sest/Senat.

Segundo a Polícia Militar, mesmo sem ter informações do motorista e do carro, o boletim de ocorrência pode ser feito, como realizado por Alecsandra após entrar em contato com a mãe.

“Quando acontece esse tipo de acidente, o ideal é que se acione a Polícia Militar no momento da ocorrência, para a Polícia Militar ir ao local e qualificar todos os envolvidos e testemunhas do fato. Como isso não aconteceu, ela pode posteriormente registrar essa ocorrência, trazendo o mínimo de dados necessários para a gente registrar. Só que aí vai ser um registro com o que ela estiver alegando”, explica o capitão Alexandre Milhomem Silva.

Segundo a Autotrans, os motoristas são orientados a prestar socorro em caso de acidente, chamar a ambulância e anotar o telefone dos envolvidos. A empresa diz, no entanto, que o motorista foi buscar um copo de água e depois não encontrou a vítima.

Ainda segundo a empresa, o sinal sonoro do ônibus envolvido no acidente foi testado e está funcionando.

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