Mais de 40 pessoas estão envolvidas no ataque à delegacia Fonte Boa, no interior do Amazonas, que terminou com o esquartejamento de um homem, suspeito de estuprar e matar uma menina de 10 anos. Todas elas foram reconhecidas e iniciadas pela invasão e homicídio. O caso aconteceu no dia 17 deste mês. Cerca de dez dias depois, 14 pessoas foram presas por participação no crime e nove por atuação direta na morte e incineração do corpo.

A força-tarefa da Polícia Civil, que investiga o ataque criminoso tem o comando dos delegados Rodrigo Torres e José Afonso Barradas. Eles coordenaram uma operação neste domingo (26) que fez a transferência dos presos.

Além dos 14 presos, existem seis foragidos da Justiça. A divisão de transferências é a seguinte:

  • Nove que foram para o sistema prisional, em Manaus;
  • Cinco foram levados para a Unidade Prisional de Tefé
  • Seis indivíduos, já identificados por participação no crime, tiveram os mandados de prisão preventiva expedidos, mas fugiram da cidade e agora são considerados foragidos da Justiça.

Até o momento, as investigações levantaram indícios da participação de 40 pessoas no ataque registrado a delegacia em Fonte Boa, em que um homem preso por estupro foi linchado, esquartejado e queimado na rua.

Na ocorrência, registrada no dia 17 de janeiro, o prédio da 55ª DIP foi danificado e três viaturas policiais completamente destruídas.

Conforme o delegado Rodrigo Torres, todos os policiais que estavam no local, no dia do delito, foram ouvidos. Vídeos do crime foram utilizados para identificar os infratores. Torres destacou, ainda, que todos os 14 presos durante a ação policial possuem extensa ficha criminal, por delitos como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas, roubo, lesão corporal grave, entre outros.

De acordo com o delegado José Afonso Barradas, os nove transferidos para Manaus são os que praticaram o homicídio e esquartejamento do preso, e os outros cinco tiveram participação na destruição do patrimônio público. Dentre as pessoas identificadas na participação no crime, há duas mulheres que foram presas.

Nove presos foram indiciados por homicídio qualificado, vilipêndio de cadáver, dano ao patrimônio público, associação criminosa e incitação ao crime. As outras cinco pessoas irão responder por associação criminosa, danos ao patrimônio público e incitação ao crime.

Relembre o caso:

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