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O prefeito de Amaturá ( distante 1239 km de Manaus), Joaquim Corado, disse estar apreensivo com a população indígena da cidade, em relação à transmissão do coronavírus. Segundo ele, os indígenas da região circulam pelas comunidades, viajam de um município para o outro, visitam parentes e se reúnem em festividades das tribos, ignorando as medidas de prevenção.

“Estou preocupado com a saúde deles. Os indígenas são muito resistentes em aceitar as recomendações do Ministério da Saúde. Pedimos para evitar aglomerações, usar máscaras, lavar as mãos e passar álcool em gel para evitar a disseminação da doença. Sabemos que possuem baixa imunidade e com isso ficam mais expostos, porém eles não acreditam nos danos que o vírus pode causar e nos casos de transmissão comunitária”, enfatizou Corado.

Fluxo de indígenas

Para conter o fluxo de saída dos índios das tribos para a comunidade local e cidades vizinhas, o prefeito relata que já promoveu ações de orientação e alerta contra a COVID -19 entre os caciques e outras lideranças indígenas.“Nós já fomos à aldeia. O cacique e toda a tribo foram chamados para uma reunião. Tenho mobilizado e treinado pessoas para atuarem como agentes de contenção nos locais de entrada e saída de Amaturá, mas os índios continuam se movimentando. Precisa haver uma ação mais firme da FUNAI na localidade”, disse o prefeito.

Materiais básicos

Ainda de acordo com o prefeito, o município aguarda os repasses do Governo. “Ainda aguardamos materiais básicos para os cumprimentos das normas da Organização Mundial de Saúde para controle de epidemias, tais como máscaras, luvas, álcool 70%, medicamentos específicos e aquisição de kits para testes rápidos do coronavírus”.

Indígenas

Os indígenas representam 42% da população do município de Amaturá, Entre os municípios mais próximos da cidade, estão Santo Antônio do Iça, São Paulo de Olivença e Tonantins. Alguns desses locais já apresentam casos suspeitos de transmissão do coronavírus.