Foto: Fernando Maia | Riotur

A Prefeitura do Rio de Janeiro cancelou a festa de Réveillon na Orla de Copacabana. A capital fluminense se junta à paulista, que também não fará a festa. O evento da virada de ano no Rio, considerado o maior do mundo, ainda será discutido em reuniões para encontrar alternativas e novos formatos, como transmissões pela internet e TV, por exemplo.

O Réveillon de 2019 reuniu quase 3 milhões de pessoas. Devido à pandemia, porém, esse tipo de aglomeração não poderá ocorrer.

O evento é, ao lado do Carnaval, uma das mais importantes fontes de renda para o setor de serviços, como hotéis, restaurantes e entretenimento, por exemplo. Por ano, o Réveillon injeta cerca de R$ 2 bilhões na economia do município.

“Com relação ao Réveillon, esse modelo tradicional que conhecemos e que praticamos na cidade há anos, assim como o Carnaval, não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina. Mas, é preciso ressaltar que o Réveillon não é um evento rígido e ele pode acontecer de diversas formas, que não apenas reunindo 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana”, informou a Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur), em nota.

Mudanças no Carnaval

O presidente da Riotur, Fabrício Carvalho, tem participado de reuniões com o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Jorge Castanheira, para tratar dos desfiles na Sapucaí. A Riotur atendeu ao pedido da Liesa e não abriu a venda de ingressos para o setor turístico do Sambódromo. Agora, a Riotur aguarda a próxima assembleia da liga, que definirá o rumo dos desfiles e comunicará à Prefeitura do Rio.

Já para o Carnaval de rua, a Riotur afirma que ainda não é possível falar em definição em 2021, pois o planejamento do evento é naturalmente complexo e, no cenário atual, requer cuidados especiais. A festa reúne milhões de pessoas e, durante o período da folia, há uma intensa movimentação pela cidade, incluindo o aumento do uso do transporte público durante um extenso período de tempo.

“Para decisões, precisamos de uma análise de toda a situação, incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e a criação de uma vacina, visando sempre a segurança de todos. Vale lembrar ainda que o Carnaval é um feriado nacional e envolve outras esferas, e não apenas a municipal, sendo, portanto, uma discussão muito mais ampla, que inclui principalmente resultados de estudos científicos”, destacou a prefeitura.