O pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial, no valor de R$ 300, destinado a catadores e microempreendedores será liberado na quarta-feira (29), segundo anunciou na sexta-feira (24) a Prefeitura de Manaus. A medida visa minimizar os impactos financeiros da pandemia do novo coronavírus na renda da população mais vulnerável. Somente em Manaus, o número de casos da doença passa de 2.400.

De acordo com a Prefeitura, o recurso é destinado a trabalhadores cadastrados no projeto “Viva Centro Galeria Populares”, que precisam ficar em casa e manter o isolamento social.

O benefício será pago a 1.274 pessoas físicas, por meio do aplicativo “Carteira Digital BB”, do Banco do Brasil, sendo mil comerciantes ligados à Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e 274 catadores apoiados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

O aplicativo está disponível nas versões Android e IOS e foi escolhido por meio de tratativas da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). A Prefeitura de Manaus será a segunda instituição no Brasil a utilizar a plataforma, criada para pagar benefícios sociais e, caso prefira, o beneficiário poderá sacar seu benefício no caixa eletrônico.

Uma cartilha informativa foi criada com as funções do aplicativo, para orientar o público beneficiário, que poderá ser acessada a partir deste sábado, 25, nas redes sociais da Prefeitura de Manaus e nos endereços eletrônicos: http://semulsp.manaus.am.gov.br/ e https://semacc.manaus.am.gov.br/.

A segunda parcela do auxílio emergencial está prevista para 29/5 e, ao todo, o auxílio vai representar um investimento de R$ 764,4 mil. Para mais informações o beneficiário pode acessar o site www.carteirabb.com.br ou tirar dúvidas pelos telefones: 98842-4499.

Novo coronavírus no Amazonas

O Amazonas tem, até esta sexta-feira (24), mais de 3 mil casos confirmados do novo coronavírus o o número de mortes passa de 250.

Dentre os casos confirmados da doença, 2.481 são apenas em Manaus. Outros 41 municípios também apresentam casos do novo coronavírus. Manacapuru registra o pior cenário do interior do estado, com 247 casos confirmados e 14 mortes.

Manaus, que concentra a maior parte dos casos confirmados no estado, teve recorde de enterros realizados em um único dia na terça-feira (21), quando 136 sepultamentos foram feitos na capital. A prefeitura já cavou valas comuns no cemitério para conseguir receber os pacientes mortos pela Covid-19.

O estado enfrenta, uma corrida contra o tempo para ampliar a oferta de UTIs e, assim, atender a alta demanda de pacientes que necessitam de atendimento urgente. Também há colapso no serviço funerário: corpos são enterrados em covas comuns.

Na capital, pacientes tiveram que passar a madrugada dentro de ambulâncias à espera de leitos em hospitais da rede pública de saúde, segundo o coordenador geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Além disso, contêineres frigoríficos foram instalados em unidades hospitalares da capital para comportar corpos, por conta do aumento de mortes. A medida ocorreu depois da repercussão de um vídeo que mostra corpos com suspeita de Covid-19 posicionados ao lado de pacientes internados no Hospital João Lúcio.

Na quinta-feira (23), a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública de saúde do Amazonas chegou a 96%, segundo informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).

Ao todo, o Amazonas possui 6.710 leitos, entre a rede pública e privada. O Governo do Amazonas admitiu que o sistema de saúde do estado já apresentava insuficiência da capacidade de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) antes da pandemia da Covid-19.