Um proprietário de um sítio em Apuí, município no interior do Amazonas, foi multado em aproximadamente R$ 4 milhões por desmatamento ilegal. De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), 27,1682 hectares de floresta de uma Área de Preservação Permanente (APP) foram destruídos ou danificados. As informações foram repassadas nesta sexta-feira (23).

O sítio está situado no km 60 da BR-230 e a multa foi emitida por meio da nova metodologia geotecnológica utilizada pelo órgão, que permite autuar os responsáveis sem a necessidade de operação em campo. O Ipaam informou ainda que um segundo auto de infração foi emitido devido a destruição ou exploração de outros 769,95 hectares de floresta nativa de uma área de reserva legal.

Além das multas, o proprietário do sítio deverá recolher ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) mais de R$ 2,2 milhões referentes à reposição florestal. Ele terá um prazo de 20 dias para recolher o valor da multa e apresentar defesa.

Ainda segundo o Ipaam, responsáveis por desmatar 99.869,8 hectares no Sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus (RMM) já foram identificados.

Estado de emergência

Desde o dia 2 de agosto, o Governo do Amazonas decretou situação de emergência na Região Sul do estado e na Região Metropolitana de Manaus devido impactos do desmatamento ilegal e queimadas. O decreto tem validade de 180 dias.

Índices

De 2013 a 2018, mais de 4,6 mil km² foram desmatados no Amazonas. A cidade de Lábrea é a quarta localidade em todo o Brasil com maior índice de desmatamento acumulado neste período – com 1,4 mil km².

Leia também: