O Amazonas registrou 651 novos casos, neste domingo (17/05), totalizando 20.328 casos confirmados do novo coronavírus no estado, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Nesta edição do boletim, foram confirmados por exame laboratorial mais 38 óbitos pela doença, elevando para 1.413 o total de mortes, sendo 20 óbitos nas últimas 24 horas. Há uma diminuição no número de internações, especialmente nas “salas rosas”, montadas nas unidades para receber pacientes da doença, mas isso não significa que o perigo tenha passado.

Uma das profissionais que preferiu não se identificar, afirma que existem pelo menos três situações que explicam o fenômeno de baixa procura nos hospitais de entrada como o 28 de Agosto. Para ela, os hospitais de referência Nilton Lins, Delphina Aziz e Gilberto Mestrinho, estariam conseguindo ampliar o número de atendimentos.

“A primeira hipótese que acreditamos, é de alguns pacientes com quadro leve preferem ser medicados em casa. Muita gente tem medo de vir até os hospitais, e busca tratamento em casa, sem confirmação de nada, aumentando o índice de subnotificação. Na terceira possibilidade, os pacientes estariam conseguindo ser enviados aos hospitais de referência”, explica.

Apesar da aparente melhoria do cenário, a profissional reitera que a preocupação permanece entre os funcionários dos hospitais. “Continuamos apreensivos e com medo, não sabemos quem tem ou não o vírus, por que nem todos os pacientes são testados. Para o profissional é difícil, o medo de ser infectado e transmitir a covid para nossos familiares é real. Acredito que os testes já deveriam ser ampliados a mais pessoas. Só assim, conseguiríamos ter confiança dentro dos ambulatórios”, finaliza. 

O boletim aponta que 6.670 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão em isolamento social ou domiciliar. Outras 11.663 pessoas já passaram pelo período de quarentena (14 dias) e se recuperaram da doença.

Balanço do governo

O resultado desse quadro, pode ser um reflexo do aumento do número de UTIs para pacientes com Covid-19, nas unidades estaduais, que evoluiu de 107, no início da pandemia, para 243, uma alta de 127%, conforme último balanço da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Os leitos clínicos saltaram de 532 para 816, aumento de 53%.

Na capital, são 1.138 leitos para Covid-19, sendo 816 leitos clínicos, 243 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 79 de Sala Vermelha. O aumento foi de 65,7% comparado com os 639 leitos do início da pandemia.

De acordo com números consolidados pela equipe técnica da Susam, até às 11h de sexta-feira (15), dos 243 leitos UTI disponíveis na rede pública estadual de saúde para pacientes com Covid-19, 82% estavam ocupados. Dos 816 leitos clínicos, a ocupação estava em 63%.