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O apoio necessário no momento de mais profunda dor. Essa é a proposta do SOS Funeral da Prefeitura de Manaus, que reforçou atendimento às famílias em vulnerabilidade durante a pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. Funcionando todos os dias, em regime de plantão 24 horas, o serviço funerário gratuito teve a demanda ampliada e atendeu mais de mil famílias entre os meses de março e abril deste ano.

“A morte é um dos momentos mais dolorosos para quem perde um ente querido e há ainda a preocupação com os trâmites burocráticos. A Prefeitura de Manaus é uma das poucas no país a oferecer um serviço de apoio funerário às famílias em vulnerabilidade social e econômica, mais que isso, dando também o amparo psicossocial necessário aos familiares”, destacou a presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro.

A funcionária pública Irenice Monteiro, 53, foi em busca do serviço do SOS Funeral e, sentada em um salão vazio com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas, ela não escondia a dor da perda do companheiro. O marido agora faz parte da estatística das vítimas da Covid-19. Ele morreu na última quinta-feira (14), no hospital Delphina Aziz, referência no tratamento da doença no Estado.

“Quando cheguei fui bem acolhida. Ninguém está preparado para morte, me vi pega de surpresa em um momento que estou sem condições financeiras para arcar com os custos funerários. Minha chefe conhecia o serviço e me orientou a procurá-lo. Eu vim correndo e me senti aliviada. Eu pensei que era muito burocrático, mas resolvi tudo com muita agilidade”, finalizou com as lágrimas escorrendo pelo rosto entristecido com a recente perda.

O SOS Funeral é administrado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e, de acordo com a titular da pasta, Conceição Sampaio, adaptações foram feitas nesse período de pandemia para oferecer mais celeridade no atendimento das famílias que precisam do serviço gratuito, que contempla o translado do corpo, concessão de urna funerária e isenção de taxa de sepultamento.

“Nós temos muito a agradecer pelo trabalho que a equipe do SOS Funeral vem fazendo, não tem sido fácil, pois os dias são desafiadores. Nessa fase da pandemia, muitos protocolos tiverem que ser construídos e melhorados, dialogamos com diversos órgãos municipais e estaduais para melhorar o fluxo de atendimento com toda a lisura que o serviço oferece”, pontuou a secretária.

De março a abril, o SOS Funeral realizou 965 remoções de corpos oriundos de mortes em casa e hospitalar, além de 1.002 concessões de urnas funerárias e isenções de taxa de sepultamento.

Documentação

É necessário ter originais e cópias do Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF) do responsável legal do falecido. Os documentos da pessoa que morreu também devem ser apresentados (RG e CPF) com os originais e cópias. A declaração de óbito é um documento exigido e deve-se apresentar quatro cópias e o documento original, além do comprovante de residência.