IMAGEM: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

A participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo (19/04), em manifestação antidemocrática favorável à intervenção militar causou reações nos poderes Judiciário, Legislativo e em entidades que representam a sociedade civil. Governadores também repudiaram o ato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, foram ao Twitter repudiar o ato e o discurso do presidente Bolsonaro.

“É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever”, escreveu Barroso. O ministro complementou com uma referência ao líder Martin Luther King: “Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons”.

Colega de Barroso no STF, o ministro Gilmar Mendes compartilhou a postagem e, na sequência, afirmou que a crise do novo coronavírus “só vai ser superada com responsabilidade política, união de todos e solidariedade”. “Invocar o AI-5 e a volta da ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática #DitaduraNuncaMais”, criticou.

Outro ministro a se pronunciar foi Marco Aurélio Mello. Ele chamou os manifestantes de “saudosistas inoportunos” e afirmou que uma escalada autoritária está em curso no Brasil. “Não há espaço para retrocesso. Os ares são democráticos e assim continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior”, afirmou.