O economista e empresário Eduardo Fauzi, suspeito de participar do ataque à sede produtora de vídeos Porta dos Fundos, foi expulso nesta segunda-feira, 6, do PSL. A informação foi confirmada à TV Globo, por telefone, pela secretária do PSL Nacional, Lorruama Olveira, segundo informações do portal ‘G1’.

De acordo com o BuzzFeed News, desde 2001 ele foi filiado ao PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro. Ele também é presidente da FIB (Frente Integralista Brasileira) na cidade do Rio de Janeiro. A organização, de extrema-direita, havia emitido nota negando participação no ataque. Nesta terça-feira, após o mandado de prisão de Eduardo ser divulgado, a organização afirmou que expulsaria o membro suspeito.

A informação da desfiliação de Fauzi consta no registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele estava filiado no diretório do PSL no Rio de Janeiro.

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Na semana passada, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, disse ao site “O Antagonista” que Fauzi seria expulso do partido. Segundo ele, “não cabe sentimento radical” na legenda.

Eduardo Fauzi é considerado foragido desde a terça-feira passada, dia 31, quando foi alvo de uma operação policial que realizou buscas em dois endereços comerciais e dois residenciais, no Rio de Janeiro.

Na casa do suspeito, que é empresário, localizada na Barra da TIjuca, bairro nobre da Zona Oeste do Rio, os policiais apreenderam R$ 119 mil, munição, uma arma falsa, computador e uma camisa de entidade filosófica e política.

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O ataque, no dia 24 de dezembro, foi reivindicado por um grupo que se diz formado por “integralistas” e que o atentado contra o Porta dos Fundos ocorreu devido ao especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, em que Jesus é retratado como gay e que foi repudiado por religiosos.

O suspeito já foi preso por agressão em 2013, quando deu um soco no então secretário de Ordem Pública do Rio, Alex Costa, depois de uma operação de fechamento de estacionamento irregular. Contra ele há também 20 queixas por ameaça e agressão.