Imagem: Helton Simões Gomes/UOL

Nesta segunda (13), estreou oficialmente na capital paulista uma nova modalidade de pagamento com cartão de débito, crédito ou via celular no ônibus. É possível passar pela catraca ainda que sua conta corrente esteja zerada, utilizando o cheque especial.

A modalidade ainda é um teste: neste momento, são 200 veículos, de 12 empresas de ônibus, a aceitarem o novo sistema de pagamento. Eles serão distribuídos em 12 linhas e dois atendimentos (complemento da linha base). Essas 12 linhas atendem cerca de 2,9 milhões de passageiros por mês. O piloto vai rolar durante 3 meses.

Inicialmente, o sistema aceitará as bandeiras Mastercard e Visa, uma vez que está em processo de inclusão os cartões com bandeira Elo.

O novo meio de pagamento é mais uma ação para trazer agilidade e praticidade para paulistanos e visitantes em seus deslocamentos pela cidade. Para utilizar essa tecnologia, basta aproximar do validador do ônibus os cartões de crédito, débito e pré-pago, smartphones ou smartwatches, democratizando a alternativa para os cidadãos da capital e contemplando turistas brasileiros e estrangeiros que visitam a cidade, já que os cartões emitidos fora do país (internacionais) também serão aceitos.

Tecnologia x cobradores

Permitir o pagamento de ônibus com cartões de débito e crédito é uma tentativa de reduzir os desembolsos em espécie, admitiu a administração municipal de São Paulo. Atender aos turistas é outro dos objetivos.

Isso atinge em cheio os cobradores, há anos sob pressão. Durante a apresentação do programa, Bruno Covas, prefeito da capital, afirmou que os cobradores já não fazem sentido, ao passo que só 5% das tarifas são pagas com dinheiro.

Ainda assim, eles acreditam que a solução, da forma como está configurada, não é ideal. “Quase ninguém vai usar”, afirmou Eduardo Dias, cobrador ônibus. “O trabalhador usa integração, pega mais de dois ônibus, e isso aqui não permite integração. Vai usar apenas quem pega ônibus de fim de semana e não precisa tanto.”

As empresas que conduzem o teste informam que a tecnologia do sistema permite integração com outros meios de transporte, como trem e metrô, mas ainda não discutiram como isso será feito ao fim do projeto piloto.

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