Ataques simultâneos a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, deixaram ao menos 30 mortos e dezenas de feridos nesta sexta-feira (15).

Ao menos quatro pessoas envolvidas nos ataques foram detidas: três homens – dos quais um seria australiano – e uma mulher. A polícia local informou, porém, que não está descartada a hipótese de que outro suspeito esteja foragido.

Um dos principais alvos do ataque foi a mesquita de Linwood, que estava lotada com mais de 300 pessoas, no subúrbio de Linwood, em Christchurch.

Um homem usou um rifle automático para atingir os fieis e transmitir o massacre, ao vivo, pela internet. O vídeo mostrou ele atirando sem parar enquanto caminhava.

Segundo testemunhas, o atirador usava capacete, óculos e um casaco em estilo militar. Ele entrou no prédio dez minutos após o início das orações, que começaram às 13h30 (hora local). Foi descrito como branco, loiro, magro e de baixa estatura.

Outra mesquita atacada foi a Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley. Relatos indicaram novo tiroteio no local.

A polícia confirmou que localizou um carro-bomba estacionado na Strickland Street, a cerca de 3 km do Hagley Park.


Serviço de emergência socorre vítima após tiros em mesquita na cidade de Christchurch (TVNZ/Reuters)

A primeira ministra Jacinda Ardern disse que esse é “um dos dias mais sangrentos da história do país”. “Esse tipo de violência não tem lugar na Nova Zelândia”. Ela definiu o ataque como “um ato de violência sem precedentes na Nova Zelândia”

Pelo Twitter, a polícia afirmou estar “recorrendo a todas as suas capacidades para lidar com essa situação, mas o risco ainda é muito alto”.

Policiais tentam impedir circulação de pessoas pelas ruas de Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters

Policiais tentam impedir circulação de pessoas pelas ruas de Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters